A Semana de Moda de Nova York para a temporada Primavera/Verão 2027 começa nesta quinta-feira, voltando os olhares para as roupas que ganharão as passarelas. A moda, no entanto sempre vai além de uma peça: o que devemos esperar encontrar quando se trata do universo da maquiagem? Harmonização glútea: por que cada vez mais mulheres procuram o procedimento TDAH na gravidez: por que os sintomas podem ficar mais perceptíveis, como no caso de Sabrina Sato Após temporadas dominadas pela pele quase nua e pela estética da clean girl, olhos coloridos, blushes marcados, lábios difusos e acabamentos menos perfeitos despontam como apostas dos estilistas para o rosto de modelos. Isso porque a Semana de Moda de Copenhagen, realizada em agosto, já deu um primeiro sinal do movimento. Blushes de impacto e olhos maximalistas apareceram entre os principais códigos de beleza da temporada, enquanto a pele permaneceu leve e com textura natural. Para o maquiador, fotógrafo e diretor criativo brasileiro Carlos Moura, radicado em Londres, a combinação entre pontos focais e um acabamento mais natural resume a atual direção da maquiagem. — A tendência não é voltar para uma maquiagem pesada. O que muda é a liberdade de escolher um ponto de força e deixar que ele apareça — afirma. Nos olhos, a cor aparece como uma das principais apostas. Azuis, lilases, verdes, dourados e tons pastel já vêm sendo explorados em passarelas e editoriais. Mais do que uma paleta específica, porém, a tendência é fazer o olhar voltar a ocupar o centro da produção, com sombra lavada, pigmento concentrado, cílios coloridos ou acabamentos metálicos. — Você pode ter uma pele praticamente sem cobertura e colocar toda a informação no olho. Isso deixa a maquiagem expressiva sem necessariamente deixá-la pesada — explica Moura. O blush também ganha protagonismo e passa a ter uma função mais estrutural. Aplicado mais alto, próximo às têmporas, atravessando as maçãs do rosto e o nariz ou chegando perto dos olhos, o produto deixa de ser apenas um acabamento e passa a ajudar a desenhar a face. Tons berry, vermelhos e rosados aparecem com frequência, reforçando uma aplicação mais visível e menos discreta. A pele, por sua vez, segue na direção contrária ao excesso de cobertura. Bases leves, correções pontuais e textura aparente continuam em alta, com a luminosidade usada de forma estratégica. Poros, sardas e outras características naturais deixam de ser necessariamente escondidos. A proposta é criar uma base visualmente limpa para que olhos, bochechas ou boca assumam o protagonismo. Nos lábios, a tendência também é por menos rigidez. Vermelhos, vinhos, berries e rosas aparecem com bordas suavizadas e efeito esfumado. O chamado blurred lip mantém a boca em evidência, mas substitui o contorno perfeitamente definido por um acabamento difuso. Outra aposta é a chamada imperfeição intencional, como o uso de smoky eyes, que são olhos mais esfumados, com bordas menos rígidas, pigmentos de aparência espontânea e pequenas assimetrias ajudam a criar uma maquiagem mais viva, sem abrir mão da técnica. — Existe uma diferença entre uma maquiagem borrada por acidente e um acabamento pensado para parecer vivido. A técnica continua ali, mas não precisa ficar evidente o tempo inteiro. Acho que essa perfeição absoluta começa a perder espaço para uma beleza com mais personalidade — conclui Moura.
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Confira tendências de maquiagem que devem brilhar nas passarelas da New York Fashion Week
Fonte da notícia:
O Globo
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