Condenada pela morte de enteada é solta sob condicional e lança carreira erótica

 

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Condenada em 2002 pela morte de enteada de apenas 11 meses, Autumn Cordellioné deixou a cadeia 30 anos antes do previsto para completar a sentença de 55 anos de prisão, sob liberdade condicional.

De acordo com o site "Reduxx", Autumn, que é trans, lançou uma página na plataforma OnlyFans, onde vende fotos e vídeos eróticos.

O "Evansville Courier & Press" informou que Autumn retornou à sua cidade natal, Evansville (Indiana, EUA) em dezembro passado. Os promotores do caso só souberam da liberdade condicional por meio de um morador da região, que reconheceu a ex-detenta.

"O Ministério Público do Condado de Vanderburgh não foi notificado de que a ré estava de volta à comunidade. Ela foi vista por um cidadão que a reconheceu do processo judicial original", disse a promotora do Condado de Vanderburgh, Diana Moers.

Não se sabe exatamente quando ela foi libertada, mas a data de soltura mais próxima listada era 29 de dezembro de 2025, de acordo com os registros do Departamento de Correções de Illinois (IDOC).

O crime

Em 12 de setembro de 2001, Jonathan Richardson (ainda usava o nome que consta da certidão de nascimento), então com 19 anos, ficou responsável por cuidar da filha da sua namorada quando a estrangulou até a morte na casa que o casal dividia em Evansville. Ela foi condenada por homicídio culposo em 2002.

Após ser diagnosticada com disforia de gênero em 2020, Jonathan mudou o seu nome para Autumn Cordellioné e passou a se identificar como mulher.

No mês seguinte, Autumn entrou com um processo contra Donald Trump, alegando que a "retórica extremista" do presidente contra pessoas transgênero alimentou repetidos ataques violentos e sexuais contra ela em sua prisão masculina.

Autumn Cordellioné

Reprodução

Em março de 2025, Autumn processou com sucesso o IDOC devido à proibição de cirurgias de afirmação de gênero para detentos, o que gerou indignação entre defensores e críticos.

Atrás das grades, Autumn, que agora também se identifica como muçulmana, moveu um processo separado contra o capelão da prisão, alegando que lhe foi negado o uso do hijab.