Concorrência na América Latina é maior que no Brasil, mas capturamos sinergias, diz diretor da Alupar

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Fonte da notícia: Valor Valor

Depois de garantir mais um projeto de transmissão de energia no Chile, expandindo sua atuação na América Latina, a Alupar afirmou que sua estratégia de crescimento na região considera a sinergia com outros ativos, já que os leilões chegam a ser até mais concorridos que os brasileiros, segundo afirmou o diretor vice-presidente da companhia, José Luiz de Godoy.

“Os lotes lá são muito pequenos, diferentemente daqui, que tem uma escala muito grande. Como nós temos muitos ativos nesses países todos, conseguimos uma sinergia muito alta e aí temos alguma competitividade”, afirmou a investidores e analistas em teleconferência sobre os resultados da empresa no terceiro trimestre.

A companhia conquistou o projeto Pelarco–Trueno, que prevê duas novas subestações e 21 quilômetros de linhas de transmissão na região do Maule, ao sul de Santiago, com energização prevista para 2031. Será a terceira concessão da Alupar no país.

Questionado se as oportunidades fora são mais atrativas pela indexação das receitas ao dólar, Godoy afirmou que a empresa “nunca corre risco de moeda” e isso não faz tanta diferença citando um custo de capital mais alto no Brasil. Em relação à concorrência, afirmou que empresas que não costumam participar dos leilões de transmissão, como a Acciona e a Ferrovial, entram na competição demonstrando que a questão não é uma disputa com menos agentes.

A Alupar é uma holding brasileira que atua no país, no próprio Chile, mas também na Colômbia e Peru. Embora atue também com geração e comercialização de energia, o carro-chefe é transmissão que, no terceiro trimestre, respondeu por 80% da receita.

Publicação Original Valor valor.globo.com
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