As companhias aéreas latino-americanas estão demonstrando interesse renovado pela Venezuela, à medida que os canais diplomáticos são reabertos e as empresas se preparam para restabelecer as conexões com Caracas. No entanto, executivos do setor afirmaram que os danos à infraestrutura aeroportuária e um marco regulatório desatualizado continuam sendo grandes obstáculos para uma recuperação mais ampla. A Venezuela tem um forte potencial de longo prazo devido à sua localização, mas a prioridade imediata é reconstruir a infraestrutura de aviação do país, depois que os terremotos devastadores de junho danificaram seu principal aeroporto internacional, em Maiquetía, nos arredores de Caracas, afirmou Peter Cerda, presidente da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA), em entrevista coletiva no domingo. “Acredito que a Venezuela tem um potencial significativo. Estrategicamente e geograficamente, está em uma localização perfeita. É um mercado com grandes oportunidades”, disse Cerda. A ALTA mantém um diálogo constante com as autoridades venezuelanas, segundo Cerda, mas os esforços emergenciais de recuperação têm recebido prioridade em relação às discussões mais amplas sobre políticas para o setor. A chilena Latam Airlines afirmou estar otimista com o processo de reabertura e com a melhora das condições diplomáticas entre Santiago e Caracas. O diretor-presidente da Latam, Roberto Alvo, não chegou a anunciar novas rotas, mas afirmou que a companhia avaliará oportunidades futuras à medida que as condições melhorarem. “O interesse da Latam é continuar conectando a América do Sul entre si e com o mundo (...) À medida que identificarmos possibilidades de ampliar nossa conectividade com a Venezuela, avaliaremos essas oportunidades”, disse Alvo. Cerda afirmou que o interesse pela reabertura não se limita a uma única companhia aérea ou mercado, acrescentando que empresas dos Estados Unidos, da Europa e do Oriente Médio também estão voltando a olhar para a Venezuela.
Unsplash
Valor