Companhia das Letras lança em dezembro livro de poesia de Julio Cortázar

Companhia das Letras lança em dezembro livro de poesia de Julio Cortázar - Foto
Fonte da notícia: Jornal Opção Jornal Opção

O argentino meio belga Julio Florencio Cortázar (1914-1984) nem parecia uma pessoa só. Parecia muitos, talvez trezentos e cincoenta, tal a sua imensa produção literária.

Qualidade e quantidade irmanadas, siamesas incontornáveis. Cortázar era prosador — escreveu livros notáveis, como “Os Prêmios”, “O Jogo da Amarelinha”, “Livro de Manoel”, “Bestiário” e “Histórias de Cronópios e de Famas”.

Deu-se bem no romance e no conto. Cortázar era crítico literário.

Escreveu um livro brilhante sobre um dos maiores poetas românticos da Inglaterra: “Imagen de John Keats” (são 600 páginas). Escreveu também sobre vários outros autores, com empatia e, ao mesmo tempo, distanciamento.

Era um crítico insider, por assim dizer. Cortázar era poeta.

Sua “Poesía Completa”, com 824 páginas, circula na Argentina com edição da Alfaguara. Faz um sucesso danado por lá.

Em dezembro, no dia 15 de dezembro, numa terça-feira, a Companhia das Letras lançará “Poesia”, coletânea de poemas de Cortázar com tradução de Paloma Vidal. O livro terá 312 páginas.

Trata-se de um grande lançamento. (O livro já está à venda no site das livrarias.

Custa 89,90 reais.) Sinopse da Companhia das Letras

“Pela primeira vez, a poesia de um dos principais escritores latino-americanos do século 20 chega aos leitores brasileiros, numa edição que reúne de forma inédita dois dos seus principais livros, ‘Pameos e Meopas’, de 1971, e ‘Salvo o Crepúsculo’, de 1984. Julio Cortázar e seu gato | Foto: Reprodução

“A paixão de Julio Cortázar pela poesia se revela de muitas maneiras, desde o extenso volume que dedicou à obra e à vida do poeta John Keats, no início dos anos 1950, aos mais de mil poemas que escreveu ao longo da carreira. Dessa abundante produção, reúnem-se aqui dois livros fundamentais: ‘Pameos e Meopas’, de 1971, e o póstumo, organizado pelo próprio autor antes de sua morte, ‘Salvo o crepúsculo’, de 1984.

“‘Pameos e Meopas’ é o primeiro volume de poemas que Cortázar publicou depois de estrear com os sonetos de ‘Presencia’, de 1938, assinado sob o pseudônimo de Julio Denis. Cada uma das seis partes em que se divide traz indicações de cidades e anos, circunscrevendo boa parte da produção à década de 1950, entre Buenos Aires e Paris, com passagens por Roma e Havana.

“Em trânsito entre a poesia e a prosa, ‘Salvo o Crepúsculo’ reúne poemas de épocas distintas para criar um objeto único, em que Cortázar entrega um depoimento de sua relação com a poesia, que se abre para o que Davi Arrigucci Jr. chamou de ‘território incerto’, referindo-se à experiência poética na obra do autor argentino.

“Passeando por línguas e paisagens diversas, sempre pontuadas por suas leituras, a poesia de Cortázar vai catando imagens que o autor converte nas formas mais diversas, das fixas dos sonetos aos poemas visuais. Nas páginas deste volume, talvez mais genuinamente do que nunca, Cortázar vem ao nosso encontro: ‘Falo de mim, qualquer um se dá conta,/ mas eu já levo um tempo (sempre o tempo)/ sabendo que em mim está você também’.

“Uma nova e magnífica dimensão de um dos autores incontornáveis da literatura do século 20.” Roberson Guimarães traduz Cortázar

Aids a morte de Julio Cortázar

Publicação Original Jornal Opção jornalopcao.com.br
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →