O fim de julho será marcado por uma sequência de fenômenos astronômicos visíveis do Brasil. A programação começa na quarta-feira (29), com a Lua Cheia do Cervo, e segue entre a noite de quinta-feira (30) e a madrugada de sexta-feira (31), quando duas chuvas de meteoros — Delta Aquáridas do Sul e Alfa Capricornídeas — atingem simultaneamente o pico de atividade. Os eventos poderão ser observados a olho nu, embora o brilho da Lua quase cheia dificulte a visualização dos meteoros mais fracos. Veja eventos: Calendário astronômico de 2026 terá quatro eclipses e diversas chuvas de meteoros Obras de arte: Concurso elege finalistas das melhores fotos do espaço; veja imagens que disputam prêmio de R$ 70 mil A Lua Cheia de julho é conhecida tradicionalmente como Lua do Cervo, nome herdado das culturas indígenas da América do Norte, que associavam esse período do ano ao crescimento e à renovação dos chifres dos cervos machos. Em 2026, o fenômeno terá uma característica especial: a Lua aparecerá mais alta do que o habitual no Hemisfério Sul e estará posicionada na constelação de Capricórnio no momento da fase cheia. Na mesma semana, ocorre um evento incomum: duas chuvas de meteoros alcançam o pico praticamente ao mesmo tempo. A Delta Aquáridas do Sul poderá produzir até 25 meteoros por hora, enquanto a Alfa Capricornídeas costuma registrar cerca de cinco meteoros por hora, mas é conhecida pelas chamadas "bolas de fogo" — meteoros maiores, mais brilhantes e de deslocamento lento. Galerias Relacionadas Apesar da coincidência dos fenômenos, as condições de observação não serão as ideais. Segundo a Sociedade Americana de Meteoros, cerca de 98% da superfície da Lua permanecerá iluminada na quinta-feira (30), o que reduzirá a visibilidade dos meteoros menos luminosos. Como visualizar a chuva de meteoros? Para aumentar as chances de observação, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) recomenda buscar locais escuros, afastados da iluminação artificial. Também é aconselhável posicionar a Lua atrás de árvores, prédios ou colinas para minimizar seu brilho. Aplicativos de astronomia podem ajudar a localizar o radiante das chuvas de meteoros — ponto no céu de onde eles parecem surgir. Quanto mais alto esse ponto estiver acima do horizonte, maior será a probabilidade de avistar estrelas cadentes. Não é necessário utilizar telescópios ou binóculos para acompanhar os fenômenos, que poderão ser vistos a olho nu em todo o país, desde que as condições climáticas sejam favoráveis.
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Como observar as duas chuvas de meteoros que marcam o fim de julho
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O Globo
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