Escolher um celular barato para usar por vários anos exige atenção a características que vão além do preço. Espaço para guardar arquivos, memória RAM suficiente e um processador adequado à rotina ajudam a evitar que o aparelho fique limitado antes do esperado.
A resistência física, a conservação da bateria e o prazo de atualizações também pesam nessa decisão. Modelos como Galaxy A37 e Moto G56 mostram que recursos úteis à durabilidade já aparecem em opções mais acessíveis.
Nenhuma ficha técnica, porém, garante sozinha quantos anos um smartphone vai durar. Nesta lista, o TechTudo reúne seis pontos para observar na compra de um celular barato com potencial para durar mais.
As dicas incluem exemplos de aparelhos e explicam como cada característica pode fazer diferença no uso diário. Confira a seguir e saiba tomar melhores decisões de compra.
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Galaxy A37 é exemplo de celular barato com bom custo-benefício Julia Rabaça/TechTudo
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Como escolher um celular barato que vai durar bastante Veja, a seguir, os seis pontos para escolher um celular barato que dure mais:
Escolha modelos com 256 GB de espaço interno Priorize modelos com pelo menos 8 GB de RAM
Observe a capacidade e os ciclos da bateria Prefira celulares com proteção contra água, poeira e quedas
Não economize demais no processador Observe o suporte de software
1. Escolha modelos com 256 GB de espaço interno
Fotos, vídeos, jogos e arquivos recebidos no WhatsApp se acumulam durante os anos de uso. Por isso, os 256 GB oferecem uma margem maior para guardar conteúdo sem precisar apagar arquivos com tanta frequência.
A escolha também ajuda a preservar espaço para atualizações e dados temporários: segundo o Google, um celular Android pode apresentar problemas quando fica com menos de 10% do armazenamento livre. O ganho prático está nessa folga, e não em transformar automaticamente o aparelho em um modelo mais rápido.
Galaxy A17 tem versão com 256 GB para guardar aplicativos, fotos e vídeos Julia Rabaça/TechTudo
O Galaxy A26 e o Moto G56 têm versões de 256 GB, assim como o Galaxy A17. Antes da compra, é preciso conferir a capacidade da unidade anunciada e lembrar que parte do total já vem ocupada pelo sistema.
Os 128 GB ainda podem atender quem instala poucos apps e guarda poucas mídias, mas deixam menos margem para o acúmulo de arquivos. Um cartão microSD, quando compatível, ajuda a armazenar fotos e vídeos; ele não substitui integralmente o espaço interno, pois há aplicativos que não podem ser transferidos.
2. Priorize modelos com pelo menos 8 GB de RAM
A memória RAM mantém os dados de que o sistema e os aplicativos precisam durante o uso. Uma capacidade maior ajuda a alternar entre mensageiro, navegador e outros programas com menos recarregamentos.
Para um Android comprado com a intenção de durar vários anos, 8 GB de RAM física são um ponto de partida interessante, se couberem no orçamento. Isso oferece mais margem para a multitarefa, mas não elimina os limites de um processador básico nem garante que qualquer jogo funcionará sem travamentos.
Galaxy A37 tem memória RAM de 8 GB Julia Rabaça/TechTudo
Galaxy A37 de 256 GB e Moto G56 de 256 GB são exemplos com 8 GB de RAM física. No Motorola, o anúncio também pode mencionar até 16 GB adicionais de RAM Boost.
Esse recurso usa parte do armazenamento para criar memória virtual e não transforma o aparelho em um modelo com 24 GB de RAM física. A distinção é importante para comparar ofertas: o ideal é olhar primeiro a memória instalada, sem somar a expansão virtual ao requisito de 8 GB.
3. Observe a capacidade e os ciclos da bateria
A capacidade em miliampère-hora (mAh) ajuda a comparar a quantidade de carga que a bateria armazena, mas não revela sozinha a autonomia nem a durabilidade do componente. Tela, processador, sinal de rede e intensidade de uso também afetam o consumo.
Para pensar no longo prazo, vale procurar a quantidade de ciclos após a qual a fabricante prevê a retenção de uma determinada porcentagem da capacidade original. Um ciclo corresponde ao consumo acumulado de 100% da carga, mesmo que isso aconteça em etapas, e não a cada conexão ao carregador.
realme C75 5G combina fabricação nacional com certificação tripla de resistência contra poeira e água Reprodução/realme
O Realme C75, por exemplo, tem bateria de 5.828 mAh e, segundo a fabricante, mantém mais de 80% da saúde após 1.460 ciclos em testes de laboratório. Esse dado ajuda a avaliar o desgaste previsto, mas não equivale a uma garantia de quatro anos com a mesma autonomia.
Já o Moto G56 traz 5.200 mAh, característica que deve ser analisada junto com testes de uso, e não apenas pelo número na ficha. Também vale verificar se há assistência autorizada e qual é o custo de substituição da bateria: uma troca pode prolongar o uso de um aparelho que ainda atende bem.
4. Prefira celulares com proteção contra água, poeira e quedas
Uma queda ou um contato acidental com água pode encurtar a vida útil de um celular que ainda funciona bem. Por isso, vale observar três itens separados: a classificação IP, que informa a resistência à entrada de água e poeira; a proteção do vidro da tela; e os testes de resistência a impactos.
Essas características ajudam a reduzir riscos no cotidiano, mas precisam ser interpretadas conforme as condições divulgadas pela fabricante. Resistência a respingos, por exemplo, não significa que o aparelho suporta imersão.
Moto G56 tem resistência a impactos, segundo Motorola Divulgação/Motorola
O Galaxy A37 tem classificação IP68, com teste de imersão em até 1 metro de água doce por 30 minutos. O Moto G56 oferece IP68 e IP69, vidro Gorilla Glass 7i e testes baseados no padrão MIL-STD-810H.
A combinação reúne proteções diferentes, mas não torna o smartphone indestrutível. As próprias fabricantes alertam que os resultados vêm de condições controladas e que a resistência pode diminuir com o desgaste.
Capa e película continuam úteis, e a presença dessas certificações não deve ser entendida como cobertura automática da garantia para qualquer acidente. 5.
Não economize demais no processador O processador executa tarefas que vão de abrir aplicativos a tratar fotos e rodar jogos.
Se o celular já apresenta limitações nas atividades que o usuário considera essenciais, a economia inicial pode resultar em uma troca antecipada. Para escolher, vale consultar testes com os programas e jogos de interesse, observar o aquecimento e comparar aparelhos de preço próximo.
Termos como “octa-core” ou uma frequência alta, isoladamente, não bastam para indicar o desempenho: a arquitetura do chip e o conjunto do smartphone também importam. Moto G Max é um smartphone intermediário da Motorola
Ana Loubak/TechTudo Entre os intermediários, o Exynos 1400 do Galaxy A37 e o Dimensity 7300 do Moto G86 são exemplos de chips a considerar para quem busca mais margem de desempenho sem partir para um topo de linha.
Ambos usam fabricação de 4 nanômetros, mas isso não significa que entreguem resultados idênticos ou dispensem a consulta a testes. Se a diferença de preço for pequena, um aparelho com processador mais capaz pode fazer mais sentido para jogos e multitarefa.
Para mensagens e navegação, a exigência é menor; a escolha deve acompanhar a rotina. 6.
Observe o suporte de software As atualizações também ajudam a manter o celular útil por mais tempo.
Novas versões do Android podem acrescentar funções e mudanças de compatibilidade, enquanto os pacotes de segurança corrigem vulnerabilidades. São dois compromissos diferentes, e ambos merecem atenção antes da compra.
Não basta verificar qual sistema vem instalado: é preciso consultar quantas versões a fabricante promete e até quando haverá correções. Um aparelho barato, mas perto do fim do suporte, pode oferecer menos tempo de uso com proteção atualizada.
Apesar de ser barato, Galaxy A17 tem seis anos de suporte de software Julia Rabaça/TechTudo
Galaxy A17 e Galaxy A26, por exemplo, têm promessa de até seis gerações de Android e seis anos de atualizações de segurança. Esse prazo conta a partir do lançamento global, não da data da compra.
Assim, um modelo lançado em 2025 não passa a ter mais seis anos de suporte ao ser comprado em 2026. Também vale conferir a periodicidade dos pacotes: seis anos de cobertura não significam necessariamente atualizações mensais durante todo o período.
Com informações de Apple, Google, MediaTek, Motorola (1, 2 e 3), Qualcomm, realme e Samsung (1, 2 e 3) Mais do TechTudo
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