Como começar a criar conteúdo: influencer revela o que importa para iniciar
Criar conteúdo nas redes sociais pode parecer um caminho reservado a quem já nasceu na internet ou tem acesso a equipamentos caros, mas a realidade é bem diferente. Aparelhos acessíveis, um bom planejamento e auxílio da IA podem encurtar o caminho para quem quer se estabelecer nas plataformas, mas saber por onde começar ainda é a principal dúvida na hora do primeiro passo. Pensando nisso, o TechTudo ouviu a criadora Julia Barni, que tem quase 10 milhões de seguidores no TikTok, e ela revelou que a trajetória pode ser mais simples do que parece. Confira, a seguir, como dar o primeiro passo para criar conteúdo na internet.
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Influenciadora Julia Barni acumula mais de 3 milhões de seguidores somente no Instagram
Reprodução/Instagram @juliakbarni
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Como começar a criar conteúdo: guia revela primeiros passos
Começar do zero é mais comum do que parece
Equipamento: o que realmente faz diferença
Investimento é algo necessário?
Inteligência Artificial no dia a dia: como aproveitar
Como se manter e não fracassar?
1. Começar do zero é mais comum do que parece
Iniciar uma carreira como criador de conteúdo para a internet pode parecer intimidador, mas a realidade é que a maioria dos grandes influenciadores começou sem estrutura, sem audiência e sem experiência. E o ponto de partida pode ser a observação: acompanhar perfis de referência no nicho desejado ajudará a entender formatos, linguagem e o que engaja o público. Por isso, é fundamental usar plataformas como YouTube, Instagram e TikTok como fontes de inspiração de tendências que podem ser adaptadas à própria identidade.
Planejar antes de publicar também faz diferença desde o início. É preciso definir um nicho de atuação, seja ele culinária, moda, finanças, humor ou educação. Isso evita dispersão e ajuda a construir uma audiência de seguidores fiéis. O criador pode elaborar um calendário editorial simples, mesmo que informal, que será suficiente para organizar a produção e manter a regularidade.
"Procure conteúdos originais, ou adaptações próprias, para que de alguma forma você se destaque diante de todos os outros”, recomenda a influenciadora.
O mais importante, porém, é dar o primeiro passo, pois neste primeiro momento a perfeição não deve ser um obstáculo para começar. Julia Barni, dançarina e criadora de conteúdo com quase 10 milhões de seguidores no TikTok e mais de 3 milhões no Instagram, reforça que o diferencial não está na técnica, mas na autenticidade. Conhecida por viralizar com vídeos de humor em que coloca a cabeça atrás do ombro, Julia mantém o trabalho com conteúdos de dança e detalhes da sua rotina. Para ela, é essencial não perder a própria individualidade.
Julia Barni viralizou com vídeos em que coloca a cabeça atrás do ombro, mas mantém trabalho com conteúdos de dança
Reprodução/Instagram @juliakbarni
2. Equipamento: o que realmente faz diferença
Um celular com câmera de boa qualidade é o equipamento mais democrático e acessível para quem está começando. Modelos intermediários e com preços acessíveis já entregam imagens nítidas o suficiente para as principais redes sociais, e a câmera frontal, ignorada por muitos, pode surpreender pela qualidade em alguns dispositivos mais avançados.
Além do celular, dois itens também podem fazer diferença notável na produção: o microfone de lapela, que elimina ruídos ambientes e melhora drasticamente o áudio, e o ring light, anel de luz que garante iluminação uniforme, especialmente em ambientes fechados ou gravações noturnas. Bastões de luz portáteis também são uma alternativa versátil e mais compacta.
Na edição, aplicativos gratuitos já dão conta do recado para quem está começando. O CapCut é o mais popular entre criadores de conteúdo no Brasil, com recursos de corte, transição, legenda automática e efeitos. O InShot é outra opção sólida para edição de vídeos curtos. Para imagens e artes, o Canva oferece templates prontos e funciona direto pelo celular. Quem quiser explorar edições mais elaboradas pode recorrer ao VN, também gratuito e com boa curva de aprendizado.
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A influenciadora Julia Barni conta que sua trajetória com equipamentos foi gradual e condizente com sua realidade financeira de cada fase. No começo, ela usava apenas um celular de baixa qualidade e tinha vontade de gravar vídeos. Com o tempo, um ring light que ganhou de presente dos pais foi o primeiro investimento, usado sobretudo nas gravações noturnas após a faculdade e as aulas de dança. Hoje, ela recorre menos ao anel de luz por preferir iluminação natural.
"No início eu também usava lapela, mas não eram de alta qualidade comparadas com as que tenho atualmente porque não tinha o dinheiro, mas já era melhor do que nada. Para edição, sempre usei CapCut, comecei usando o de graça mesmo durante muito tempo”, revelou.
3. Investimento é algo necessário?
A resposta direta de Julia Barni para quem tem medo de começar por falta de dinheiro é categórica: não é necessário muito investimento em aparelhos para começar a produzir conteúdo online. A criadora de conteúdo afirma ter visto pessoas acumulando milhões de visualizações e seguidores usando apenas celulares simples, sem nenhum equipamento adicional. Para ela, investir em dispositivos pode melhorar a qualidade da produção, mas não é uma exigência para quem está dando os primeiros passos na carreira.
"Acredito que dentro de suas condições, se você quer de fato viver disso, é legal investir, sim, em aparelhos para melhorar a qualidade dos conteúdos, mas não é uma obrigação, não”, avaliou a criadora.
Influenciadora Julia Barni compartilha detalhes da rotina e viagens nas redes sociais
Reprodução/Instagram @juliakbarni
4. Inteligência Artificial no dia a dia: como aproveitar
A IA virou aliada de criadores de conteúdo em diversas etapas da produção. Para geração de ideias e roteiros, ferramentas como o ChatGPT e o Gemini Google ajudam a estruturar pautas, sugerir temas com base em tendências e superar o bloqueio criativo. O próprio Claude, da Anthropic, é outra opção robusta para quem precisa de textos mais elaborados ou revisões de roteiro. Para legendas e traduções, o DeepL Translate se destaca pela precisão e naturalidade. Já para criação de imagens, o Midjourney é referência para thumbnails e artes de apoio.
Além dessas funções, a IA pode ser usada para analisar desempenho de publicações, sugerir hashtags relevantes, adaptar o tom de comunicação para diferentes públicos e até gerar transcrições automáticas de vídeos. Ferramentas como o Descript, por exemplo, permitem editar um vídeo apenas editando o texto da transcrição, uma virada de jogo para quem não domina softwares de edição tradicionais. Essas ferramentas também podem ser usadas para reproduzir trends.
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Julia diz que usa IA de forma pontual e estratégica, sem abrir mão da própria criatividade. Nos roteiros, a ferramenta entra apenas para ajustes e sugestões sobre um texto que ela já elaborou, nunca para criar do zero.
“A IA, no máximo, me ajuda com algumas correções ou o que poderia melhorar diante de um roteiro já feito, mas nunca criar um do zero, porque eu gosto sempre de criá-los sozinha, ou partir de alguma ideia minha. E, de fato, não quero acabar me tornando mais uma pessoa dependente de IA”, disse a influenciadora.
Segundo ela, 40% da audiência do seu perfil é de usuários de fora do Brasil, então ela também recorre à IA para aprimorar suas legendas em inglês, aprendendo gírias e construções mais naturais para não soar artificial com o público estrangeiro. "A IA me ajudou muito a aprender algumas gírias ou encaixar frases um pouco mais informais nos meus vídeos, para não ficar algo tão robótico. Tenho melhorado meu inglês com isso”, contou.
5. Como se manter e não fracassar?
Constância é a palavra que mais aparece entre criadores experientes quando o assunto é longevidade nas redes sociais, inclusive de Julia Barni. Ela aponta que não se trata de quantidade de posts, mas de regularidade, e que postar uma vez por semana de forma consistente é mais eficaz do que fazer uma enxurrada de publicações e sumir por meses.
Isso porque os algoritmos das plataformas favorecem perfis ativos, e o público também cria um vínculo maior com criadores que aparecem com frequência. Portanto, definir um ritmo de publicação sustentável, compatível com a rotina e a capacidade de produção, é mais importante do que seguir um cronograma impossível.
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Outros fatores que ajudam na permanência são: interagir com a audiência nos comentários, acompanhar os dados das publicações para entender o que funciona ou não, e estar disposto a adaptar o formato sem perder a essência. Criar conexão genuína com quem acompanha o perfil é o que diferencia criadores que crescem de forma sustentável daqueles que viralizam uma vez e somem.
Julia reforça ainda que números nas redes sociais não definem, por si só, uma carreira bem-sucedida. "Nem sei se posso dizer que a minha carreira está consolidada, porque ter seguidores não quer dizer ter sucesso. Ainda tenho muito planejamento e caminhada pela frente para me autoconsiderar uma pessoa consolidada, mas acredito que estou no caminho e amo o que faço", finalizou a influenciadora.
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