Por Gustavo MaiatoPostado em 24 de outubro de 2026 Chris Jericho não escondeu a admiração ao chegar à última pergunta da entrevista com Dave Mustaine, publicada em seu canal no YouTube.
O vocalista do Fozzy colocou o solo de "Holy Wars... The Punishment Due" entre os maiores já compostos, não só no metal, e lembrou ter feito pergunta parecida a Jake E.
Lee sobre "Bark at the Moon". Ele quis saber se o líder do Megadeth tinha planejado aquele trecho ou simplesmente tocado para ver o que saía.
A resposta começou no estúdio. Mustaine contou que a banda tinha alugado um Marshall que vinha dando problemas, enquanto a equipe de produção insistia em testar outros amplificadores, como VHT e Bogner.
Ele próprio estava satisfeito com os Marshall, marca com a qual se identifica totalmente. Na hora de gravar a parte dele, resolveu fazer um pedido inusitado aos técnicos, inspirado no que tinha visto Angus Young, do AC/DC, fazer.
"Eu disse: 'Aumenta tudo, cada botão até o fim', porque eu tinha visto o Angus fazer isso. E falei: 'Agora vira a caixa para a parede e vamos deixar rasgar'.
A música começou, eu fui aumentar o volume da guitarra para estar pronto para o solo, e ela simplesmente soltou um som profano. Abaixei, tentei aumentar de novo para entrar, não consegui, e aí só abri de uma vez.
Dá para ouvir onde o potenciômetro bate logo antes de eu começar o bend." Depois desse início acidentado, o guitarrista desenhou o resto do solo em duas etapas: um movimento descendente e uma longa escalada pelo braço da guitarra.
"Era tudo sobre subir de volta e chegar ao clímax, sem ir rápido demais, garantindo que o que eu fizesse durasse o bastante e fosse rápido o bastante para eu ir subindo pelo braço", explicou. A escalada, segundo ele, nasceu de um riff esquisito feito com o polegar, técnica que também usa em "Washington Is Next!".
O recurso chamou a atenção de Billy Corgan, do Smashing Pumpkins, que pediu a Mustaine que mostrasse como fazia. O guitarrista disse ter se sentido honrado e lisonjeado com o pedido.
Ao vivo, ainda segundo ele, é esse o momento que o público espera: o fim do solo de "Holy Wars", quando ele joga as mãos para o alto. Já de Teemu Mäntysaari, atual parceiro de guitarras, a plateia costuma cobrar o solo de "Tornado of Souls", que ele executa no palco.
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