A Comissão Especial da Câmara Municipal de São Paulo que vai analisar o pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes (MDB) define nesta quinta-feira (29/10) quem será o presidente e o relator do colegiado. O grupo fará sua primeira reunião para analisar a admissibilidade do pedido, protocolado pelos vereadores Amanda Paschoal (PSol), Silvia Ferraro (PSol) e Celso Giannaazi (PSol).
Os parlamentares de oposição acusam Nunes de descumprir decisão da Justiça Eleitoral que determinou a disponibilização de 100% da frota operacional de ônibus da capital paulista no domingo, data do segundo turno das eleições presidenciais. Citam também a denúncia de que o prefeito convocou servidores comissionados para trabalharem pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
Nessa quarta-feira (28/10), a Câmara instaurou a Comissão Especial e definiu os seus membros, a partir da indicação dos sete principais partidos da Casa: PP, União Brasil, Podemos, PL, MDB, PT e PSol. São eles: Luana Alves (PSol), Rubinho Nunes (União), Hélio Rodrigues (PT), Kenji Ito (Podemos), Major Palumbo (PP), Sandra Tadeu (PL) e Sandra Santana (MDB).
A vereadora Sandra Santana, do partido de Nunes, não deve se colocar para ocupar a presidência ou a relatoria. Ela afirmou a interlocutores que isso tornará os trabalhos mais “imparciais”.
Rubinho Nunes e Palumbo são os mais cotados para comandar o colegiado. A comissão terá até dez dias para analisar se aceita ou não a denúncia.
Caso não seja admitida, ela é arquivada automaticamente. Se a admissibilidade for aprovada, ainda precisará de votação em plenário para avançar.
São necessários 33 votos para aprovação em plenário.
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