O risco de interrupção da prestação de serviços por alguns fornecedores considerados essenciais para o funcionamento dos trens no Rio, em razão de débitos contraídos pela ex-concessionária SuperVia, no valor estimado de R$ 15 milhões, fez com que o presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa, deputado Dionísio Lins (Progressistas), encaminhasse, nesta terça-feira, um pedido de informações à permissionária Trens-RJ. Risco para o sistema: Dívida de R$ 15 milhões deixada pela SuperVia com fornecedores pode afetar operação dos trens no Rio; entenda Nova permissionária: Frota menor, estações degradadas e falhas de manutenção nos trens do Rio: confira os cinco problemas encontrados No documento, o parlamentar solicita uma série de esclarecimentos, entre eles, as responsabilidades que cabem à operadora e ao governo estadual, além do planejamento para a quitação dos débitos. Sem margem. A Trens-RJ encontrou um rastro de dívidas da Supervia, que entregou a concessão devendo vários fornecedores, entre eles, empresas de fabricação de peças e restauração de vagões Domingos Peixoto / Agência O GLOBO O deputado também fez questionamentos sobre as despesas com a manutenção preventiva e corretiva da frota, das estações e dos equipamentos. Além disso, solicitou a relação das 14 estações consideradas áreas de risco pela empresa e quais ações serão implementadas para coibir assaltos. A a segurança nas estações e plataformas é responsabilidade do governo estadual. Contravenção: PMs ligados a Rogério Andrade são alvos de operação por violarem prisão domiciliar Segundo contrato homologado em fevereiro pela 6ª Vara Empresarial, firmado entre o governo estadual e o consórcio Nova Via Mobilidade (que utiliza a marca Trens-RJ), a permissionária não é responsável pelo passivo da SuperVia. As dívidas, estimadas em R$ 15 milhões, foram contraídas em maio de 2026, mês em que a concessionária operou o sistema até o dia 29. A Trens-RJ, por sua vez, passou a operar o serviço a partir do dia 30 do mesmo mês. Crime organizado: PF prende motorista com 16 fuzis e quatro pistolas que seriam entregues a facção criminosa no Rio; veja vídeo Dionísio pede ainda que sejam enviados os planos de contingência e de gerenciamento de crise que deverão ser implementados pela empresa em situações de emergência. O objetivo é evitar que os usuários sejam prejudicados por problemas técnicos ou estruturais e impedir que falhas antigas voltem a ocorrer. Na Região dos Lagos: Economia sequestrada pelo crime chega a Búzios, paraíso turístico do Rio Outro ponto levantado pelo parlamentar é a violência nas 104 estações da malha ferroviária de 270 quilômetros administrada pela concessionária. Segundo dados da própria Trens-RJ, cerca de 14 estações estão sob influência do crime organizado, já que a linha férrea corta 179 comunidades controladas por esses grupos. A malha ferroviária conta apenas com o patrulhamento de PMs do Grupamento de Policiamento Ferroviário. — Não podemos permitir que os mesmos problemas enfrentados anteriormente pelos usuários voltem a acontecer, como assaltos nas plataformas, atrasos diários das composições e o transporte de passageiros em condições precárias, como gado, em vagões sujos e sem iluminação, principalmente nos ramais que atendem à Baixada Fluminense. Tenho certeza de que o atual governo está atento à situação e irá intervir sempre que necessário — afirmou.
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Comissão de transportes da Alerj pede informações sobre dívidas contraídas pela SuperVia com fornecedores
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O Globo
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