Tão logo o promotor Lincoln Gakiya foi citado para chefiar um eventual Ministério da Segurança Pública, o PT se mobilizou para exigir o comando da pasta. Não quer nem ouvir falar, assim como o “PCC”, em entregar o ministério a alguém como Gakiya, com mais de 20 anos dedicados ao combate a facções criminosas.
Lula ainda não decidiu se irá separar Justiça e Segurança Pública. Petistas metidos a estrategistas apostam que “segurança pública” ainda terá força nas eleições de 2030.
Camilo Santana (PT-CE) é cotado agora para Segurança Pública. Ele foi governador do Ceará, onde o Comando Vermelho (CV) passou a dar as cartas.
No último fim de semana, o CV mostrou que manda mesmo, cobrando taxa para permitir a venda de garrafões de água para a população. A taxa cearense de homicídios é de 31,5 por 100 mil habitantes, mais que o dobro da nacional (14,74), segundo o Mapa da Segurança Pública 2026.
Camilo está na pista para suceder a Lula em 2030, e quer se projetar nacionalmente, mas seu legado no Ceará não o recomenda. Com dificuldade de fazer uma autoanálise sobre a gestão que fez enquanto comandava a economia do país, Fernando Haddad não vive mais o bom momento que teve com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central.
Haddad e Galípolo teriam batido boca no início do ano por causa da alta taxa de juros, que não cai como o governo espera. Passados meses do arranca rabo, os dois ainda mal se cumprimentam.
No Bacen, a reclamação é de que Haddad pressionava para interferir em decisões técnicas do banco, como as taxas básicas de juros. O desarranjo virou fonte de preocupação pois minou a relação entre o ex-ministro de Lula e Galípolo, com mandato garantido até o fim de 2028.
Lula deve tentar forçar uma alteração na taxa de juros com as nomeações para as diretorias do Bacen. São seis até o fim de 2027.
A Câmara discutia em 1974 a cassação do deputado Francisco Pinto (MDB-BA), por suas críticas ao ditador Augusto Pinochet. Ernesto Geisel mandou o caso ao Supremo Tribunal Federal, que condenou Chico Pinto e a mesa da Câmara o cassou, num episódio vergonhoso.
Tancredo Neves ouviu um deputado da Arena argumentar que não foi o AI-5, mas o STF que o cassou. Tancredo contou numa história ocorrida em sua São João Del Rey: “Morreu o vizinho de um compadre meu.
Um homem bom, trabalhador, honrado. Morreu de pneumonia, coitado.
De madrugada, um parente dele chegou de viagem e perguntou à viúva: ‘Ele morreu de pneumonia simples ou dupla, Mariazinha?’, indagou. ‘Simples’, respondeu ela, chorando.
E ele: ‘Ah! Ainda bem!’”. Índice que mede o valor da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), o Ibovespa fechou em queda todos os dias desde a reeleição de Lula (PT) para a Presidência, no dia 25 do mês passado.
As ações da Petrobras perderam mais de 15% do valor desde 16 de outubro, o patamar mais alto de ações da estatal dos últimos 30 dias. Ontem fechou no menor valor no mesmo período.
Experiente executivo de pesquisas aposta que o governo Lula (PT) vai conseguir obter maioria nas duas Casas do Congresso Nacional. “Mas a que preço, não se sabe”, alerta ele, que aposta em “custo muito caro”.
O PL se reúne hoje para tentar definir os rumos do partido na eleição para presidente do Senado. Há grande chance de definir o nome de Rogério Marinho (PL-RN) para a disputa, mas nada está fechado ainda.
Deputado Bibo Nunes (PL-RS) sobre sinais de recessão se avizinhando Nunes Marques e Gilmar Mendes devem ter hoje (4) o primeiro encontro presencial, no Plenário do Supremo Tribunal Federal, após o decano disparar alfinetada sobre a condução do TSE nas eleições.
No estado de Nova York (EUA), diversas urnas eletrônicas apresentaram problemas na eleição de ontem (3). A solução foi pôr votos numa sacola.
A diferença é que as urnas são só leitores do voto, que ainda é de papel. A oposição considera perseguição religiosa a classificação indicativa de desenhos bíblicos exibidos pela TV aberta, agora não mais recomendado para menores de 12 anos.
Quem faz a ação é o Ministério da Justiça. Não vai prosperar, mas o Novo pediu a cassação da chapa Lula-Alckmin e a inelegibilidade da dupla por oito anos.
São três ações nas quais o partido pede investigação de 35 medidas eleitoreiras adotadas por Lula. ...
não é burocrata que vai resolver a crise na Segurança Pública.
Diario do poder