Comandante de tropas dos EUA no Oriente Médio informa Trump sobre opções militares contra Irã, diz TV

 

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O almirante da Marinha Brad Cooper, que supervisiona as tropas no Oriente Médio e atua como chefe do Comando Central dos EUA, teve uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para informar sobre possíveis opções militares no Irã.

O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto e principal conselheiro militar do presidente, também estava presente.

De acordo com uma reportagem da ABC News, a conversa ocorreu nessa quinta-feira (26), mesmo dia de negociações nucleares indiretas entre os dois países em Genebra, na Suíça.

Nenhuma das partes anunciou que um acordo havia sido alcançado. O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que houve progresso e que as 'conversas técnicas' serão retomadas em Viena, na Áustria, na próxima semana.

'A mídia pode continuar especulando sobre o que o presidente está pensando o quanto quiser, mas só o presidente Trump sabe o que ele pode ou não fazer', disse a secretária de imprensa adjunta da Casa Branca, Anna Kelly.

Em meio a isso, o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, que pertence aos Estados Unidos, chegou nesta sexta-feira (27) ao Oriente Médio. É mais uma tentativa americana de exercer uma pressão sobre o Irã em meio a uma expectativa de um possível ataque em caso da falta de acordo nuclear.

Porta-aviões Gerald R. Ford

Facebook/USS Gerald R. Ford

O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou o envio do grupo de ataque de porta-aviões para o Oriente Médio na semana passada, enquanto avalia a possibilidade de tomar medidas militares contra o Irã.

As delegações do Irã e dos Estados Unidos encerraram nesta quinta-feira (26) mais uma rodada de negociações indiretas em Genebra, na Suíça, sobre o programa nuclear de Teerã. O encontro ocorreu em meio ao reforço da presença militar americana no Oriente Médio e foi mediado por Omã.

Segundo o ministro das Relações Exteriores do país, houve progresso significativo, e os diálogos serão retomados em breve. Ele também afirmou que discussões técnicas ocorrerão na próxima semana, em Viena, na Áustria, e fez agradecimentos aos negociadores, à Agência Internacional de Energia Atômica e ao governo suíço.

Relatos da imprensa, no entanto, apontam entraves nas conversas.

Segundo o site Axios, assessores do presidente Donald Trump e dos enviados do governo americano teriam ficado desapontados com o que ouviram do ministro de Relações Exteriores iraniano nas conversas da manhã. O Wall Street Journal informou que Washington exige o desmantelamento dos complexos de Fordow, Natanz e Isfahan, a entrega de todo o estoque de urânio enriquecido e um acordo permanente.

De acordo com a Al Jazeera, do lado iraniano, a proposta apresentada descarta o fim definitivo do enriquecimento e a desmontagem das instalações, e admite apenas uma suspensão temporária e limitada. Teerã também rejeita incluir o programa de mísseis nas tratativas.

Esta foi a terceira rodada de negociações em menos de um mês. Os Estados Unidos querem que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio, por temerem que o país busque construir uma bomba nuclear. Em contrapartida, o governo iraniano afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados à produção de energia.

O jornal americano The New York Times informou que Donald Trump considera um ataque mais limitado já nos próximos dias, caso avalie que as negociações não avançaram. Um bombardeio mais amplo, com o objetivo de derrubar o regime, ocorreria apenas nos próximos meses, se a pressão inicial não surtir efeito.

O Irã prometeu uma resposta “feroz” a qualquer tipo de ataque dos Estados Unidos, e indicou que pode atingir bases militares americanas no Oriente Médio.