A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) ganhou um novo movimento neste sábado, 24. O Mobiliza estadual declarou apoio à candidatura do deputado estadual Issy Quinan (MDB) para comandar a Casa na próxima legislatura.
A decisão é acompanhada pelos três deputados eleitos pela legenda: Keke da Vulkanic, Wellington Bessa e Lucas Kitão. Com o posicionamento, Issy passa a contar formalmente com três votos na composição que assumirá a Assembleia em fevereiro de 2027.
O Mobiliza elegeu três deputados para a próxima legislatura, mesma quantidade de cadeiras conquistadas pelo PRD. Ao todo, 41 parlamentares foram eleitos para a 21ª Legislatura, distribuídos entre 16 partidos.
Ao anunciar o apoio, o partido destacou a construção baseada no diálogo, na união e no compromisso com o fortalecimento da legenda e com o futuro do Estado. “Seguimos trabalhando com diálogo, união e compromisso com o fortalecimento do nosso partido e com o futuro de Goiás”, afirmou o presidente estadual do Mobiliza, Reginaldo Melo.
O apoio ocorre em meio à intensificação das articulações para a escolha do próximo presidente da Alego. A eleição da Mesa Diretora está prevista para 1º de fevereiro de 2027, mesma data de início da nova legislatura.
Mobiliza é primeiro apoio formal a Issy Até o momento, o apoio anunciado pelo Mobiliza é o principal compromisso público e formal localizado em favor da candidatura de Issy Quinan.
Os três deputados eleitos pela legenda, Keke da Vulkanic, Wellington Bessa e Lucas Kitão, estarão entre os 41 parlamentares responsáveis pela escolha da próxima Mesa Diretora. Keke da Vulkanic foi eleito com 25.163 votos, enquanto Wellington Bessa recebeu 23.413 votos e Lucas Kitão, 22.731.
Os três assumirão os mandatos em fevereiro de 2027. O cenário, no entanto, ainda está longe de uma definição.
Embora Issy seja apontado como um dos favoritos na disputa, outros parlamentares também articulam candidaturas e buscam construir suas próprias bases de apoio. Entre os nomes que ganharam força nas últimas semanas estão Virmondes Cruvinel (União Brasil) e Talles Barreto (União Brasil).
Também são citados nas movimentações Wilde Cambão (União Brasil), Paulo do Vale (PSD), Cairo Salim (MDB), Jamil Calife (PP), Lissauer Vieira (PL), Paulo Cezar Martins (MDB), Charles Bento (MDB) e Wagner Neto (Solidariedade). Disputa ainda está aberta
Apesar de Issy aparecer entre os nomes mais competitivos, ainda não há uma candidatura de consenso para a presidência da Assembleia. As articulações envolvem não apenas a escolha do presidente, mas também a composição dos demais cargos da Mesa Diretora e das comissões da Casa.
O governador eleito Daniel Vilela (MDB) também acompanha as negociações. O emedebista concluiu uma primeira rodada de reuniões individuais com deputados estaduais eleitos pela base governista, em conversas que envolvem o alinhamento político para o próximo mandato e a eleição da Mesa.
Até o momento, porém, Daniel não declarou oficialmente apoio a nenhum dos candidatos. Issy é integrante do MDB, partido que terá a maior bancada da próxima legislatura, com sete deputados.
O PL terá cinco cadeiras, enquanto União Brasil e PT terão quatro cada. Mobiliza e PRD terão três parlamentares cada.
A proximidade política entre Issy e Daniel Vilela é apontada como um dos fatores que fortalecem o nome do deputado na disputa. Segundo bastidores, o emedebista é considerado um dos favoritos, embora ainda tenha de ampliar sua base para consolidar uma eventual vitória.
Novos deputados terão peso na escolha Outro fator que deve influenciar a eleição é a renovação da Assembleia.
Dos 41 deputados eleitos, 19 não fazem parte da atual composição da Casa. O grupo representa quase metade dos votos que estarão disponíveis na eleição da Mesa, o que torna esses parlamentares importantes para qualquer candidatura que pretenda alcançar maioria.
A nova composição também terá uma bancada de oposição formada inicialmente por cinco deputados do PL, quatro do PT, dois do Novo, dois do PSDB e um do Cidadania. A divisão, contudo, não significa que esses parlamentares votarão necessariamente em bloco na eleição da Mesa.
As duas últimas eleições da Mesa Diretora foram marcadas por chapas de consenso, o que mantém aberta a possibilidade de uma composição ampla para 2027. Para isso, os candidatos terão de negociar não apenas os votos para a presidência, mas também a distribuição dos demais cargos da Mesa e das comissões.
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