Com rendimento abaixo do esperado, Botafogo de Tite volta a campo sob pressão

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Fonte da notícia: Extra Extra

Dentre as emoções que o futebol nos oferece no cardápio desta quarta-feira, nada me chama mais atenção do que o drama de Tite. O técnico do Botafogo, o mais experiente e vitorioso em ação nos clubes do Brasileiro, tem o menor aproveitamento dos pontos entre os quatro profissionais que dirigiram o time este ano.

A expectativa era de que a imagem de ex-treinador da seleção nas Copas de 2018 e 2022 e de campeão nacional, do continente e do mundo com o Corinthians ajudasse o clube na recuperação anímica do que restou do elenco campeão brasileiro e da Libertadores em 2024. Mas já se vão 47 dias de trabalho, sete jogos disputados, e não se vê a competitividade desejada.

A partida desta noite, contra o Atlético-MG, no Nilton Santos, soa como divisor de águas na curta trajetória dele no alvinegro. Com 39 pontos somados, a três do Z4, a equipe precisa pontuar.

Precisa, sobretudo, mostrar um padrão de jogo que transmita para a torcida a mínima certeza de que o clube não estará na luta contra o rebaixamento nas rodadas finais. O último compromisso é contra o Santos, na Vila Belmiro, e tudo que os botafoguenses esperam é que, até lá, o time já tenha alcançado os 45 pontos que garantem a permanência na Série A.

Terá de encarar Corinthians, São Paulo e Bahia, os dois últimos no Rio. Vencendo o Atlético-MG, o cenário melhora bastante.

Mais do que isso, renova a autoestima de todos. O Botafogo de Tite tem duas vitórias e um empate em sete partidas — aproveitamento de 33,3%.

É índice de Z-4! O Corinthians, o 17º, tem 36,3%. Franclim Carvalho, ex-auxiliar de Artur Jorge em 2024, saiu com 46,1% em 13 jogos do Brasileiro e 56% em 22 ao todo.

O interino Rodrigo Bellão, hoje auxiliar do próprio Tite, que socorreu o clube em três momentos, fez 45,8% dos 24 pontos que disputou; e Martín Anselmi, o argentino que dirigiu o alvinegro em cinco jogos da Série A, fez 40% em 15 pontos. Ou seja: Tite tem mais bagagem do que todos, mas não conseguiu até aqui fazer a equipe mais competitiva.

Sei que o foco dos botafoguenses está no jejum de gols de Arthur Cabral. Mas, em última análise, o que mina os planos alvinegros é a baixa competitividade.

O técnico ainda não encontrou uma forma de proteger a linha defensiva, e isso tem deixado o time vulnerável. Este é hoje o desafio de Tite, que parece não ter encontrado peças confiáveis para estancar a sangria.

O confronto com um Atlético-MG desmobilizado é a chance para um sprint. Sob o risco do surgimento de desesperados questionamentos ao trabalho, agora num momento delicado da competição.

Publicação Original Extra extra.globo.com
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