A meses do fim do governo Lula, os Correios decidiram comprar, acredite, mas de 63.000 microcomputadores top de linha para a estatal, que literalmente quebrou nesse atual governo petista. A compra numa escala tão significativa chamou a atenção da CGU, que fez uma análise do processo aberto pela estatal para comprar as máquinas.
O custo do negócio — acredite se quiser — é mantido em sigilo pela estatal, como afirma a Controladoria no relatório, ao ocultar o valor do custo total dos computadores. No estudo, a CGU aponta risco de desperdício de dinheiro público nessa operação.
Continua após a publicidade “Os Correios adotaram, como requisito mínimo para todos os 63.815 microcomputadores abrangidos pelo certame, 32 GB de memória RAM DDR5 e SSD NVMe de 480 GB ou superior.
Na fase inicial da auditoria, os documentos de planejamento da contratação e os esclarecimentos até então apresentados pela Unidade não demonstravam, de forma objetiva, que essa configuração seria necessária para a totalidade dos postos de trabalho”, diz a CGU. “Cabe destacar que a adoção de configurações superiores implica, naturalmente, em preços mais elevados de aquisição.
Nesse sentido, em uma compra de grande quantidade de itens, tal qual a pretendida pelos Correios, o impacto financeiro é substancial. Assim, entende-se que a opção mais onerosa deve ser precedida de justificativa técnica robusta e detalhada, demonstrando, inclusive, os motivos pelos quais os perfis econômicos ou intermediários seriam insuficientes para os ambientes abrangidos pela contratação”, segue a CGU.
Continua após a publicidade A controladoria faz apontamentos genéricos sobre os achados e destaca que o relatório sobre uma compra sigilosa tão grande foi realizado por meio de um sistema automatizado do órgão e não por auditores devidamente escalados para investigar possíveis irregularidades.
“No presente trabalho, foi analisado o Edital do Pregão Eletrônico nº 26000215/2026 (licitações-e 1093960) para aquisição, por meio de Sistema de Registro de Preços (SRP), de 63.815 unidades de microcomputadores, a um valor estimado de ‘Informações suprimidas por solicitação dos Correios, classificadas sob restrição de acesso, na forma da Lei nº 13.303/2016’.
As principais informações foram extraídas do portal Licitações. Inicialmente, a abertura do certame estava prevista para 26/6/2026”, diz o relatório.
Continua após a publicidade A estatal fechou o primeiro semestre deste ano com um prejuízo de 5,5 bilhões de reais.
Isso depois de pedir socorro ao governo federal e buscar cerca de 20 bilhões de reais em empréstimos, além de um aporte da União de 6 bilhões de reais. A falta de transparência da gestão petista sobre a crise financeira na estatal e essa nova contratação para compra de tantos computadores mostra que é preciso um olhar mais apurado das autoridades sobre o que se passa nos Correios.
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