Com Flávio à frente na disputa presidencial, volume de papéis negociados no EWZ é o maior desde o 'Joesley Day'

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Fonte da notícia: Valor Valor

Em meio ao maior favoritismo de Flávio Bolsonaro (PL) para ganhar as eleições presidenciais, após ter ficado à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno, o volume negociado em EWZ (principal fundo de índice de ações brasileiras negociado em Nova York) na tarde desta segunda-feira chegava a 138,7 bilhões de papéis, por volta das 15h15.

Os dados não fazem referência ao giro financeiro. Nesse horário, o EWZ negociava a US$ 43,42.

Trata-se do maior número desde 18 de maio de 2017, quando o giro alcançou 166,6 bilhões de ações, segundo dados da Bloomberg levantados pela Mantaro Capital, a pedido do Valor. Naquele dia, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), abriu um inquérito contra o ex-presidente da República Michel Temer, em um desdobramento das revelações apresentadas pelos empresários Joesley e Wesley Batista.

O volume negociado em ações hoje também é seis vezes maior do que a média negociada nos últimos 65 dias, que foi de 22,91 bilhões. Embora nem Flávio nem sua equipe tenham detalhado as medidas fiscais de um eventual novo governo bolsonarista, a perspectiva de que será feito um ajuste fiscal pelo governo do candidato do PL, juntamente com a eleição de um Congresso com um viés mais à direita, ajuda a animar agentes financeiros.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República Mateus Bonomi/Reuters

Publicação Original Valor valor.globo.com
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