Com entusiasmo e disciplina: como a Loft tornou o uso de IA mais maduro e profissional

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Depois de uma primeira fase marcada pela experimentação, a inteligência artificial começa a entrar em uma etapa diferente dentro das empresas. Na Loft, unicórnio brasileiro do mercado imobiliário, isso significa continuar ampliando o uso da tecnologia, mas com mais controle sobre onde, como e quanto ela é usada.

“Eu diria que 2025 ainda foi um ano de usar a IA para tudo que você queria”, afirma Mate Pencz, cofundador e CEO da Loft, em entrevista ao NegNews, podcast de Época NEGÓCIOS. Em 2026, segundo o executivo, a postura mudou.

A empresa criou uma área de AIOps e passou a trabalhar em conjunto com o financeiro para direcionar diferentes tarefas aos modelos mais adequados. A Loft utiliza tanto modelos open source quanto pagos e faz o roteamento de acordo com cada aplicação.

O resultado, segundo Pencz, é que o consumo de tokens aumentou, mas o custo médio caiu. “Hoje o nosso gasto com tokens é um gasto muito controlado, em linha com o que era no passado, mas com uma capacidade de entrega muito mais alta.”

Apresentações demais A necessidade de amadurecer esse uso apareceu em situações menos óbvias.

Em determinado momento, a Loft percebeu que uma parcela relevante dos tokens estava sendo consumida para produzir apresentações internas. “Não era um uso para atender os nossos clientes melhor, ou para criar melhores ferramentas internas”, diz Pencz.

A empresa decidiu então direcionar esse tipo de tarefa para modelos mais simples e chamar a atenção dos funcionários para o excesso. Para o executivo, a mudança passa por reconhecer que a capacidade oferecida pela IA não é gratuita nem infinita.

“O token é um custo real para a companhia e, como todos os recursos da empresa, você tem que usar de forma consciente.” Essa combinação entre uso eficiente e disciplina aparece em diferentes partes da operação da Loft.

No financeiro, por exemplo, um agente de IA já faz a conciliação de 90% das notas fiscais, segundo Pencz. Um ano antes, esse percentual era zero.

Apenas os 10% restantes precisam ser tratados por uma pessoa. No atendimento, agentes de IA já conseguem reter entre 50% e 70% das dúvidas e pedidos de ajuda, deixando os casos mais complexos para os profissionais da área.

A lógica se repete no comercial: tarefas de backoffice são automatizadas para que as pessoas se concentrem em relacionamento e negociação. Ouça abaixo o episódio completo:

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