O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, viaja ainda neste mês para Dubai para negociar um empréstimo para capitalizar a instituição financeira. “Estou indo para Dubai na busca de empréstimo e sem prejuízo das tratativas que estão fazendo aqui no Brasil”, afirmou o presidente do BRB ao Valor.
O banco distrital tenta conseguir um empréstimo de R$ 6,6 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mas as negociações com os grandes bancos para conseguir garantia e liberar crédito estão completamente estagnadas desde a reunião de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) em 13 de agosto.
Souza, que irá para Dubai com uma comitiva, reforçou que, independentemente de tentar empréstimos em outro mercado, as negociações no país continuam. “Estamos também com tratativas avançadas de recomposição patrimonial”, afirmou.
O presidente do BRB não deu detalhes sobre as reuniões que terá em Dubai.
O banco distrital mergulhou numa grave crise de liquidez após a compra de carteiras supostamente fraudulentas do Banco Master no montante de R$ 12,2 bilhões. O BRB tentou comprar parte do banco de Daniel Vorcaro, mas a operação foi vetada pelo Banco Central (BC) em setembro do ano passado. A autoridade monetária liquidou o Master dois meses depois.
Como mostrou o Valor, a situação do BRB deixa as autoridades entre a cruz e a espada. Com uma parte cada vez maior do caixa do governo do DF no banco, em caso de liquidação, as consequências para a administração distrital e a economia da capital da República poderiam ser catastróficas.
Participantes da indústria consideram muito remota a possibilidade de uma intervenção do BC antes do segundo turno das eleições - atual governadora do DF, Celina Leão (PP), disputa a reeleição com Leandro Grass (PT).
Nelson Antonio de Souza, presidente do BRB Sergio Zacchi / Valor
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