EUA ameaçam Europa por restrições à Starlink, de Elon Musk, diz jornal

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Empresas europeias podem sofrer uma retaliação “devastadora” dos Estados Unidos caso a União Europeia avance com planos para restringir a atuação de companhias americanas, como a SpaceX, de Elon Musk, em partes do mercado europeu. O alerta foi feito pelo embaixador dos EUA, Andrew Puzder, em entrevista ao Financial Times (FT).

Tecnologia: Trilhões de dólares em empréstimos impulsionaram o boom da IA. Agora, os pontos fracos começam a aparecer iPhone Duo: primeiro dobrável da Apple tem entrega prevista para janeiro de 2027 no Brasil Segundo o FT, a advertência ocorre em meio a uma proposta da Comissão Europeia para reservar parte da faixa das frequências utilizada por smartphones para se conectar diretamente a satélites a empresas europeias. O modelo atual envolve parceria entre fabricantes de celulares e operadoras de telecomunicações.

A medida poderia limitar o acesso de companhias americanas e chinesas que oferecem serviço de conexão via satélite diretamente aos consumidores, incluindo a SpaceX, responsável pela rede de internet via satélite Starlink. Questionado pelo jornal britânico se as empresas europeias deveriam temer uma reação de Washington, Puzder afirmou que elas deveriam considerar essa possibilidade. Segundo o Financial Times, o diplomata disse que as consequências poderiam ser “muito devastadoras” para essas companhias, diante da dimensão do mercado americano. A proposta europeia já provocou críticas da SpaceX. De acordo com o FT, a empresa alertou que as mudanças poderiam prejudicar a conectividade na Ucrânia, onde o serviço Starlink tem sido importante para as comunicações civis e militares desde a invasão russa em grande escala, em fevereiro de 2022. A iniciativa faz parte de um esforço mais amplo da União Europeia para fortalecer sua soberania tecnológica e reduzir a dependência de empresas americanas em setores considerados estratégicos. Segundo o jornal britânico, autoridades europeias estão preocupadas com a imprevisibilidade do presidente dos EUA, Donald Trump, e com os riscos de depender de fornecedores estrangeiros para operar infraestruturas críticas. Puzder afirmou ao jornal que reconhece o direito dos europeus de proteger informações governamentais sensíveis, mas criticou o uso da legislação para favorecer empresas locais em detrimento de concorrentes dos Estados Unidos. Segundo o Financial Times, o embaixador argumentou que tornar empresas americanas menos competitivas não é uma maneira legítima de fortalecer o setor tecnológico europeu. Multas a empresas americanas O embaixador também questionou a aplicação, pela União Europeia, da Lei dos Mercados Digitais, criada para limitar o poder das maiores empresas de tecnologia e ampliar a concorrência nos mercados digitais. Segundo o Financial Times, Puzder levantou dúvidas sobre se a aplicação das regras busca efetivamente promover a competição ou arrecadar recursos para o orçamento europeu.

Para Puzder, segundo o FT, esse ambiente pode desestimular investimentos justamente das companhias que a Europa pretende substituir ou enfrentar. Em vez de concentrar esforços em restringir a atuação das gigantes americanas, Washington e Bruxelas deveriam trabalhar juntos para competir com a China no desenvolvimento de inteligência artificial, disse ele. Puzder afirmou, segundo o FT, que os Estados Unidos têm os recursos necessários para vencer essa competição, mas que o resultado seria mais fácil de alcançar com a cooperação europeia.

Em resposta às críticas, a Comissão Europeia afirmou, segundo o Financial Times, que a proposta sobre o espectro de frequências busca incentivar a entrada de novos participantes no mercado e diversificar os fornecedores do bloco, sem fechar as portas a operadores de fora da União Europeia.

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