Com dificuldade de locomoção, cadeirante não consegue sair a tempo e morre após incêndio atingir prédio nos EUA
Uma idosa de 80 anos morreu após um incêndio atingir o prédio onde morava, no bairro do Bronx, em Nova York, no início de abril. A vítima, que utilizava cadeira de rodas e enfrentava problemas de saúde, ficou presa no interior do imóvel enquanto as chamas se alastravam.
Veja vídeo: Parapentistas ficam presos em montanha e são resgatados por helicóptero na Índia
Francês de 18 anos pode ser condenado a prisão e multa milionária após lamber canudo de máquina de suco e recolocá-lo no dispenser em Singapura
Segundo informações publicadas pelo New York Daily News, Ana Serrano estava em casa com um dos filhos quando o fogo começou no segundo andar do edifício, localizado na Rua 169 Leste, próximo à Avenida Morris. Um vizinho alertou sobre o incêndio, e o filho tentou retirá-la do local, mas a intensidade das chamas e as limitações de locomoção impediram a fuga.
Serrano foi levada em estado crítico ao BronxCare Health System, ainda com sinais vitais, mas dependente de suporte respiratório. Ela morreu poucas horas depois, antes da meia-noite do dia seguinte. Médicos indicaram que a causa provável foi a inalação de fumaça, embora o laudo oficial ainda seja aguardado.
Histórico de saúde agravou situação
A idosa convivia com a doença de Charcot-Marie-Tooth, uma condição neurológica degenerativa que compromete a mobilidade, além de apresentar comprometimento pulmonar. Nos últimos anos, a família havia instalado um tanque de oxigênio em casa para melhorar sua qualidade de vida.
O incêndio foi registrado por volta das 14h45 do dia 16 de abril, mobilizando equipes do Corpo de Bombeiros e serviços de emergência. As causas do fogo ainda estão sob investigação.
Família relembra últimos momentos
Em depoimentos à imprensa local, familiares descreveram os momentos anteriores ao incêndio como rotineiros e tranquilos. Segundo o filho Isaí Serrano, a mãe estava assistindo televisão e conversando com o outro filho quando tudo começou.
Ele também relatou que esteve com a mãe dias antes e que o último encontro ganhou um significado especial após a tragédia. “Dei um abraço muito apertado antes de ir embora. Não imaginava que seria a última vez”, afirmou.
Descrita como uma mulher altruísta, alegre e dedicada à família, Serrano era mãe, avó de seis netos e conhecida por escrever poemas e costurar roupas para conhecidos. Nascida em Porto Rico, mudou-se para Nova York na década de 1970, onde construiu sua vida ao lado da família.
A morte gerou forte comoção entre parentes e amigos, que destacaram sua resiliência diante das dificuldades de saúde e seu papel central na família.
