Com 24h de voo e ataque remoto: como é o drone que os EUA instalam em Portugal em meio à tensão com o Irã

 

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A chegada de cerca de 200 militares dos Estados Unidos à Base das Lajes, nos Açores, Portugal, em meio à tensão com o Irã, marca a instalação de um dos equipamentos mais utilizados em operações modernas de guerra: o drone MQ-9 Reaper. Conhecido como “drone assassino”, o modelo combina vigilância de longo alcance com capacidade de ataque — tudo controlado à distância.

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Fabricado pela General Atomics, o MQ-9 Reaper é uma aeronave não tripulada de grande porte. São cerca de 11 metros de comprimento e uma envergadura de 20 metros — maior que a de muitos aviões comerciais de pequeno porte. O projeto entrou em operação em 2007 e cada unidade custa aproximadamente US$ 64 milhões (cerca de R$ 313 milhões).

O principal diferencial do drone é a autonomia: ele pode permanecer mais de 24 horas no ar sem necessidade de reabastecimento. Isso permite missões prolongadas de vigilância e monitoramento em áreas extensas, com transmissão de dados em tempo real.

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Apesar do tamanho, o Reaper não leva piloto a bordo. Toda a operação é feita remotamente, a partir de estações em solo. A tripulação básica é composta por dois profissionais: um responsável pela pilotagem e outro pelos sensores e armamentos. Essa configuração permite que o drone seja operado a milhares de quilômetros de distância da área de conflito.

Além da vigilância, o MQ-9 é equipado para combate. O modelo pode carregar diferentes tipos de armamento, incluindo mísseis e bombas guiadas, que são acionados com precisão a partir do solo. O sistema também conta com sensores avançados, capazes de identificar alvos, acompanhar movimentações e operar em diferentes condições climáticas.

Outro ponto-chave é a modularidade. O drone pode ser adaptado conforme o tipo de missão, recebendo diferentes combinações de câmeras, radares e armamentos. Isso amplia seu uso, que vai de operações militares ofensivas a missões de reconhecimento e inteligência.

Com velocidade de cruzeiro de cerca de 335 km/h, o Reaper não é um drone de combate rápido, mas sim uma plataforma de presença constante no ar — capaz de observar, identificar e agir com precisão ao longo de horas.