Com 17 quilômetros de extensão e pilares ancorados a mais de 95 metros abaixo do leito do rio, a estrutura contínua mais longa da Europa foi projetada para resistir a ventos de 250 km/h e terremotos devastadores

Com 17 quilômetros de extensão e pilares ancorados a mais de 95 metros abaixo do leito do rio, a estrutura contínua mais longa da Europa foi projetada para resistir a ventos de 250 km/h e terremotos devastadores - Foto
Fonte da notícia: O Antogonista O Antogonista

Ponte Vasco da Gama atravessa o rio Tejo e aguenta terremotos A Ponte Vasco da Gama impressiona com seus 17 quilômetros de extensão e pilares fincados a mais de 95 metros no fundo da água.

Essa gigante de Portugal foi desenhada para aguentar tempestades com ventos de 250 km/h sem balançar. A obra foi erguida para aliviar o trânsito pesado que travava a capital portuguesa diariamente nos anos 1990.

Os engenheiros precisaram planejar uma travessia contínua imensa que aguentasse a força do mar e o balanço do solo. As bases de sustentação penetram fundo na lama do leito do rio até achar rocha firme para dar estabilidade.

Todo esse esforço técnico garantiu que a travessia virasse a estrutura contínua mais longa de todo o continente europeu. Como a região de Lisboa já sofreu com tremores graves no passado, os projetistas usaram tecnologia de ponta para proteger o concreto.

Eles colocaram amortecedores especiais nas bases que absorvem o impacto das placas tectônicas sem rachar as pistas. A flexibilidade do conjunto permite que o asfalto mexa com segurança durante uma emergência do solo.

O projeto prevê resistência até para tremores bem mais fortes do que aquele evento histórico que destruiu a cidade em 1755. Acompanhe os números marcantes que explicam a força desse projeto gigante no litoral português:

Compare as medidas dessa gigante portuguesa com outras pontes conhecidas pelo mundo: O formato levemente curvo da pista foi pensado para respeitar a curvatura do planeta Terra durante os cálculos.

Esse cuidado milimétrico evitou erros de encaixe na hora de juntar os blocos de concreto no meio do caminho. O caminho da pista passa bem perto do estuário do rio Tejo, um santuário natural cheio de aves migratórias.

Para não assustar os flamingos que moram por ali, a iluminação do asfalto foi inclinada para baixo para não clarear a água à noite. As equipes também paravam os trabalhos barulhentos nos meses em que os peixes e pássaros se reproduziam no lodo.

Esse cuidado com o meio ambiente garantiu uma obra limpa, sem expulsar a fauna nativa do seu habitat natural.

Publicação Original O Antogonista oantagonista.com.br
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