Coluna do Estadão: Inviável nas urnas, Romeu Zema disputa Planalto para evitar redução do partido

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Fonte da notícia: O Liberal O Liberal

O candidato do Partido Novo à Presidência, Romeu Zema, chegou à convenção da legenda nesta segunda-feira, 27, em uma situação de inviabilidade eleitoral. O ex-governador de Minas Gerais amarga índices inexpressivos nas pesquisas, não tem alianças formais e carece de uma estrutura partidária de alcance nacional. No entanto, desistir não é uma opção até o momento. Zema é a principal celebridade do Novo e recebeu a missão de evitar o encolhimento da legenda. O partido elegeu 8 deputados em 2018, mas viu a bancada cair para apenas 3 no pleito seguinte - alcançando 5 parlamentares este ano só após movimentações partidárias. Para estancar as perdas, a sigla ignorou o próprio DNA. Flexibilizou normas antes inegociáveis, como aceitar o uso de verba pública em campanhas. BANCADA. Após não conseguir fechar alianças ou atrair para a vice o empresário Geraldo Rufino (Podemos), Zema mudou sua estratégia. Aproxima-se de Flávio Bolsonaro, assumindo um papel que pode funcionar mais como linha auxiliar do bolsonarismo, para tentar impulsionar a votação da sigla ao Legislativo. PERFIL. Eleitores jovens, com ensino superior e sem religião são os que mais preferem um candidato que não seja apoiado nem por Lula (PT) nem por Jair Bolsonaro (PL), segundo um recorte obtido pela Coluna da pesquisa BTG/Nexus publicada nesta segunda. FAVORITOS. A demanda por um nome da "nova via" na eleição presidencial é citada por 22% dos entrevistados, ante 39% de preferência por Lula e 35% por Flávio Bolsonaro ou outro nome da família. Branco, nulo ou nenhum presidenciável são citados por 1%, e outros 3% não souberam ou não responderam. CASA. O candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, vê o espólio do ex-presidente Jair Bolsonaro derreter no Rio de Janeiro, reduto eleitoral da família. A pesquisa Genial/Quaest desta segunda mostra que Flávio e Lula estão tecnicamente empatados no Estado, com 38% para o senador e 35% para o petista em um cenário de segundo turno. LEMBRANÇA. O ex-presidente venceu a eleição de 2018 no Rio com 67,95% dos votos válidos. Se for mantido o patamar de Flávio até outubro, serão quase 30 pontos porcentuais a menos do que o pai conseguiu na ocasião e 18 a menos em relação ao desempenho do ex-presidente em 2022, quando Jair obteve 56,53% dos votos contra Lula no Estado. REGIÃO. Aliados de Flávio mostram preocupação com a perda de fôlego da candidatura no Sudeste, que reúne os três maiores colégios eleitorais do País: São Paulo, Minas Gerais e Rio. OBJETIVO. A estratégia do MDB de não lançar candidato próprio à Presidência nem formalizar apoio a qualquer presidenciável no primeiro turno evita colocar a sigla em bola dividida. Também preserva a capacidade do partido de manter cargos no governo federal e nos Estados. ASPAS. "A nossa vontade sempre é ter candidatura própria, mas vivemos um momento de muita radicalização, briga e confusão. Tendo uma força significativa no Congresso, vamos conseguir ajudar o Brasil a avançar e se desenvolver", afirmou o presidente da legenda, Baleia Rossi. PRONTO, FALEI! Cesar Gon CEO da CI&T "95% das iniciativas de IA ainda não geram impacto mensurável em escala. A tecnologia funciona. O problema está em como as organizações a incorporam." CLICK Tedros Adhanom Diretor da OMS Participou da 26ª Conferência Internacional de Aids, no Rio de Janeiro, junto com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o diretor da Opas, Jarbas Barbosa. (Roseann Kennedy, com Eduardo Barretto e Leticia Fernandes)

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