O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria deixado o Brasil rumo aos Estados Unidos, segundo coluna publicada nesta terça-feira (27/10) pelo Metrópoles. O texto diz que o avião estaria em voo e que a informação foi “confirmada por pessoas próximas à família”, sem identificá-las.
A coluna Grande Angular, assinada por Isadora Teixeira, foi publicada às 13h41. Ela não informa companhia aérea, rota, horário de partida nem local de embarque, e não traz nota da assessoria do senador nem resposta direta dele sobre a viagem.
Segundo o texto, Flávio está sem contato desde a manhã de terça-feira. A última mensagem dele foi enviada às 8h a Rogério Marinho, descrito como coordenador da campanha.
Na mensagem, de acordo com a coluna, o senador disse estar “esfriando a cabeça”. Ele não respondeu se havia deixado o país.
Flávio perdeu o segundo turno para Lula, realizado no domingo (25/10). No dia seguinte, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a apreensão dos passaportes do senador, segundo a coluna.
Flávio deveria entregar os documentos na terça-feira, mas não o fez, de acordo com o texto. A coluna não esclarece se ele tinha outro documento de viagem nem como teria embarcado sem os passaportes.
O senador é investigado, junto com o advogado e amigo Willer Tomaz, por suposta lavagem de dinheiro. A coluna não detalha o estágio da investigação, e investigado não é condenado.
Toda a informação sobre a viagem repousa em fontes não nomeadas. A afirmação de que o avião está em voo não é acompanhada de documento, registro de voo ou declaração oficial.
Por isso, o episódio deve ser lido como relato ainda não confirmado de modo independente. A única fala atribuída a Flávio é a mensagem sobre “esfriar a cabeça”, que não menciona viagem nem destino.
A coluna remete a duas outras reportagens do Metrópoles. Uma, da colunista Mirelle Pinheiro, trata do descumprimento do prazo para entrega dos passaportes à Polícia Federal, e a outra, de aliados que não sabem o paradeiro do senador.
O texto não informa se a defesa foi procurada, nem se o STF ou a Polícia Federal já tomaram providências diante do prazo vencido. Também não há manifestação de Moraes além da determinação de apreender os documentos.
A defesa de Flávio e o gabinete do senador têm direito de se manifestar sobre a viagem e sobre o prazo para a entrega dos passaportes. Qualquer conclusão sobre a conduta do senador depende dessas respostas e das decisões do tribunal.
A saída do país, se confirmada, ocorreria dois dias depois da derrota eleitoral e um dia depois da ordem do ministro. A coluna não associa a viagem a uma intenção específica e registra apenas a frase do próprio senador sobre esfriar a cabeça.
A sequência descrita pela coluna é curta. No domingo (25/10), o segundo turno; na segunda (26/10), a decisão sobre os passaportes; na terça (27/10), o prazo de entrega, a mensagem das 8h a Marinho e a publicação do texto às 13h41.
Nesse intervalo, segundo a reportagem, aliados do senador também não sabiam seu paradeiro. O Metrópoles não informa quantos aliados foram procurados nem quem são eles.
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