O Congresso da Colômbia aprovou a lei de submissão de criminosos à justiça, impulsionada pelo governo do direitista Abelardo de la Espriella e voltada para os grupos armados que espalham o terror no país. Com a nova norma, os membros de grupos ilegais que se entregarem e colaborarem com as autoridades terão suas penas reduzidas e serão processados pela justiça comum.
Isso encerra a política de paz promovida pelo governo de esquerda do ex-presidente Gustavo Petro, que tentou negociar, sem sucesso, o desarmamento dos grupos ilegais por meio do diálogo. "A falsa 'paz total' chegou ao fim", escreveu De la Espriella no X, na noite de terça-feira (3), após a aprovação pelo Congresso, onde a base governista detém a maioria.
¡HABEMUS LEY DE SOMETIMIENTO! Mi agradecimiento y reconocimiento al ministro de Justicia, Iván Cancino, por su extraordinario trabajo, compromiso y dedicación para sacar adelante esta importante iniciativa.
Gracias también al Congreso de la República por la aprobación de la ley, y por contribuir, desde el ejercicio de sus responsabilidades constitucionales, al fortalecimiento de la justicia y la seguridad de Colombia. ¡Seguimos trabajando sin descanso por la seguridad, la justicia y la tranquilidad de todos los compatriotas! La falsa paz total llegó a su fin.
¡Bienvenidos a la Patria Milagro! ¡Firme por la Patria! ¡Que viva Cristo Rey! (A.D.L.E) — Abelardo De La Espriella (@ABDELAESPRIELLA) November 4, 2026
O direitista defende uma política de "linha dura" contra os poderosos grupos criminosos do país, que se financiam por meio do narcotráfico e da mineração ilegal, e que atacam as forças de segurança e civis com atentados e drones carregados de explosivos. @@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
A oposição apelidou a nova lei de "Paz traqueta (mafiosa)" e afirma que ela beneficia "laranjas" e pessoas envolvidas na lavagem de dinheiro. A lei prevê uma redução de pena de até 50% para integrantes de grupos armados e de até 30% para seus líderes.
Para ter acesso aos benefícios, é necessário cumprir condições como fornecer informações, contribuir para o desmantelamento do grupo, entregar armas e bens, além de, em alguns casos, cumprir um período mínimo de pena de prisão. Os responsáveis pelo recrutamento de menores não poderão usufruir desses benefícios.
Na Colômbia, essa é uma prática disseminada entre grupos armados e um dos crimes mais visíveis da degradação do conflito armado, que perdura há décadas. A lei será sancionada nesta quarta-feira pelo presidente para entrar em vigor.
Folha de Pernambuco