Clube de leitura da Academia Brasileira de Letras discute 'Manifesto regionalista', de Gilberto Freyre
Nesta quarta-feira (13), às 16h, o Clube de Leitura da Biblioteca Rodolfo Garcia, da Academia Brasileira de Letras (ABL), discute a originalidade de Gilberto Freyre, autor de clássicos do pensamento brasileiro, como “Casa-grande e senzala” e “Sobrados e mucambos”.
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Sob o comando do acadêmico Joaquim Falcão, o encontro vai debater o “Manifesto regionalista”, publicado por Freyre em 1926. O texto marcou o modernismo brasileiro ao celebrar a autonomia das culturas regionais (sobretudo a nordestina), mantendo a unidade política da nação — Freyre dizia que era “regional, mas não antinacional”.
Segundo Falcão, o intelectual pernambucano defende sua concepção de regionalismo como uma barreira à imitação “cega e desbragada” das novidades vindas do Rio e de São Paulo ou importadas acriticamente do exterior. A obra de Freyre afirma que a modernização brasileira passa pela valorização das tradições regionais e se opõe à homogeneização cultural.
Para participar da roda de leitura, é preciso se inscrever no site da ABL.
