Uma operação policial realizada nesta quarta-feira (21) mira uma clínica de cirurgia plástica localizada no bairro de Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O local é investigado por suspeita de envolvimento na morte de três pacientes que realizaram procedimentos cirúrgicos na unidade. Rio de Janeiro: PF cumpre 13 mandados em investigação sobre fraude em concurso da UFRJ Mais: Acusado de matar ex-cunhado de cantora gospel segue foragido cinco dias após o crime Apesar de as investigações terem tido início em agosto deste ano, o estabelecimento seguia funcionando normalmente até então. Para esta quarta, inclusive, havia 15 cirurgias plásticas agendadas, procedimentos que foram cancelados após a interdição total do centro cirúrgico.
A Delegacia do Consumidor (Decon) lidera o andamento das investigações. Na operação de hoje, os policiais cumprem quatro mandados de busca e apreensão na clínica e em endereços ligados ao estabelecimento, incluindo a residência da dona do local, Celita Toledo, que também mora na região de Laranjeiras. Agentes do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) e da Vigilância Sanitária participam da ação.
Histórico de mortes e complicações As investigações começaram após o óbito de três mulheres que passaram por procedimentos na clínica. Uma das pacientes morreu durante uma cirurgia abdominal após sofrer várias paradas cardíacas. Outra vítima apresentou complicações pós-operatórias, permaneceu internada por cerca de dois meses e veio a óbito em decorrência de uma infecção generalizada.
Além dos casos fatais, a polícia apura outras denúncias de pacientes. Pelo menos 30 pessoas já procuraram as autoridades para denunciar o local, relatando sequelas e deformidades permanentes. Falta de habilitação e produtos vencidos Um dos principais pontos apurados pela polícia é a suspeita de que as cirurgias plásticas eram realizadas por profissionais sem habilitação para esse tipo de procedimento. Segundo o delegado Wellington Vieira, há a suspeita de que estudantes de cursos de pós-graduação em cirurgia plástica tenham realizado cirurgias sem supervisão médica e sem o consentimento dos pacientes.
Em operações anteriores vinculadas ao caso, os agentes já haviam apreendido produtos com o prazo de validade vencido na unidade. A fiscalização resultou na apreensão de novos medicamentos vencidos no local. A operação segue em andamento.
CBN