Duas mulheres foram presas preventivamente nesta quinta-feira (29), suspeitas de administrar uma clínica clandestina de acolhimento de mulheres em Schroeder, no Norte de Santa Catarina. A operação da Polícia Civil também localizou duas mulheres que estavam sem contato com suas famílias.
Até o momento, mais de 20 vítimas diretas e indiretas foram identificadas durante as investigações. Segundo a Polícia Civil, a instituição funcionou anteriormente nos municípios de São João Batista e Major Gercino, antes de se instalar no bairro Duas Mamas, em Schroeder.
No dia 15 de outubro, o estabelecimento foi interditado durante uma ação conjunta da Polícia Civil e de órgãos municipais, após denúncias de irregularidades e possíveis violações de direitos humanos. As investigações apontam que as responsáveis teriam tentado retirar pacientes do local às escondidas após as denúncias e fiscalizações, com o objetivo de impedir a atuação das autoridades.
Entre os crimes investigados estão maus-tratos, cárcere privado, internações irregulares e estelionato. As denúncias incluem agressões, restrições ao contato com familiares, privação de medicamentos e condições inadequadas de alimentação e higiene.
Conforme a Polícia Civil, familiares eram levados a acreditar que a clínica estava regularizada e contava com uma equipe médica especializada. Além das mensalidades, as responsáveis também seriam responsáveis por cobrar consultas e exames que, segundo a investigação, não eram realizados.
Durante a operação desta quinta-feira, os policiais identificaram uma residência com vários quartos que, conforme a investigação, seria destinada à instalação de outra clínica clandestina. A ação foi realizada pela Delegacia de Polícia de Schroeder, com apoio de equipes de Guaramirim e da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami/Deam) de Jaraguá do Sul.
As duas mulheres presas foram encaminhadas ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua apurando o caso para esclarecer as irregularidades e identificar possíveis novas vítimas.
As investigadas ainda não foram condenadas.
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