Cleo Pires volta às novelas após sete anos, em 'Coração acelerado': 'Senti saudade'

 

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Vem aí uma nova virada na carreira de Agrado (Isadora Cruz) e Eduarda (Gabz), em “Coração acelerado”: a dupla sertaneja, enfim, vai encontrar a empresária certa para alavancar sua carreira, viajará em turnê internacional e, na volta, terá à disposição uma mansão para descansar. Tanta prosperidade chegará à vida das amigas por intermédio de alguém muito experiente no ramo musical: Alana Matos (Cleo Pires). Ela vai ao Zuzanete com a intenção de encontrar as artistas e afirma que quer investir em sua carreira.

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Cleo está de volta às novelas após um hiato de sete anos — sua última personagem no formato havia sido Betina, de “O tempo não para” (2018/2019).

— Voltar às novelas foi um movimento muito consciente. Eu vivi um período intenso dedicado a outros formatos: cinema, séries, música... Isso me alimentou artisticamente. Novela tem um ritmo, uma entrega diária e uma conexão com o público muito especiais — detalha Cleo, de 43 anos.

Alana (Cleo Pires), Janete (Leticia Spiller), Eduarda (Gabz), Agrado (Isadora Cruz) e Zuzu (Elisa Lucinda), em "Coração acelerado"

Manoella Mello/Rede Globo/Divulgação

A atriz e cantora diz que o chamado para “Coração acelerado” a seduziu pelo texto de Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento e pela personagem em si, que lhe chega num momento pessoal propício:

— Senti saudade. Principalmente, dessa troca contínua com o público. O convite veio do Carlos Araújo, diretor artístico da novela, que me fez segura para voltar. Eu precisava sentir que tinha algo novo a dizer.

Alana é uma empresária de prestígio da música. Sua trajetória artística começou ainda na infância, como cantora mirim de enorme sucesso. Depois, ela se tornou a maior musa teen do sertanejo, e ainda mantém uma imensa legião de fãs.

— Minha personagem é intensa, ambiciosa, carismática e muito inteligente. Ela sabe usar o passado a favor dela, mas também carrega feridas desse lugar de ex-musa teen. Ela quer ser para as meninas essa profissional que ela não teve na carreira, esse apoio importante nas decisões e no planejamento dentro da música — descreve Cleo, comparando com sua própria história: — Na minha trajetória, tive pessoas fundamentais que acreditaram em mim em momentos decisivos e que me ajudaram a organizar caminhos, a enxergar possibilidades e, principalmente, a respeitar meus limites. Esse apoio é essencial para qualquer artista conseguir crescer sem se perder de si.

Cleo Pires como a empresária Alana Matos, em "Coração acelerado"

Estevam Avellar/Rede Globo/Divulgação

Para compor Alana, Cleo diz ter se inspirado pontualmente em pessoas que fazem parte de sua vida em Goiás, onde moram sua mãe, a atriz e diretora Gloria Pires, e seu padrasto, o cantor e compositor Orlando Morais.

— Alana também tem bastante de mim, principalmente no olhar determinado e na vontade de se reinventar. Ao mesmo tempo, somos diferentes na forma de lidar com o controle: ela é mais pragmática, calculista. Eu sou mais intuitiva, mais guiada pelo desejo e pela emoção. Acho bonito quando uma personagem carrega essas contradições, porque ninguém é uma coisa só.

Das cidades grandes à vida rural

Criada no Rio e radicada em São Paulo, Cleo mantém contato direto com a natureza rústica em sua propriedade rural com o marido, o empresário Leandro D’lucca, em Passa Quatro, na Serra da Mantiqueira, sul de Minas Gerais. De lá, ela compartilha em suas redes sociais registros tomando banho de rio, alimentando e acarinhando animais.

Cleo Pires em sua propriedade rural em Passa Quatro (MG)

Reprodução de Instagram

Antes, Cleo frequentava as fazendas da família em Goiânia, capital de Goiás, cenário de “Coração acelerado”. Foi para lá que Agrado e Eduarda se mudaram, na tentativa de fazer sucesso como dupla sertaneja.

— É uma cidade que me atravessa afetivamente. Tenho muitos amigos ligados ao meio sertanejo e convivo bastante com esse universo. Gosto muito da verdade emocional desse estilo, das histórias que são contadas ali — afirma ela, que, cantora de um estilo que mistura pop, R&B, hip-hop e eletrônico, não descarta se aventurar por esse segmento:— Como artista, costumo dizer que nunca digo nunca, a música também é um espaço de experimentação pra mim.

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