O senador e governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos) anunciou nesta quarta-feira (4) que conseguiu convencer o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) a impedir um gasto público de cerca de R$ 32 milhões em recursos estaduais com clubes de futebol. A Corte de Contas determinou a suspensão cautelar de contratos de patrocínio às sociedades anônimas de futebol (SAFs) dos times Atlético Mineiro, Cruzeiro e América.
A medida confronta a decisão do atual governador Mateus Simões (PSD), sucessor e ex-vice de Romeu Zema (Novo), de compensar financeiramente os times afetados pela decisão do presidente Lula (PT) de extinguir as apostas esportivas online legalizadas (bets), durante a campanha presidencial que reelegeu o petista.
E Cleitinho ressaltou que não é contra futebol; mas é contra investir dinheiro público, da população, nas SAFs dos clubes mineiros, enquanto a transição de governo retrata dificuldades de pagar servidores e merenda nas escolas. “O que faz um governo pegar mais de 30 milhões através de empresas estatais como Cemig e Codemig e patrocinar esses times? […] Assim que eu ganhei a eleição, eu entrei no Tribunal de Contas do Estado, para poder anular esse patrocínio.
[…] Eles mesmos [o governo atual] estão dizendo que o estado tá quebrado. […] A gente vai investir em vocês, no povo”, celebrou Cleitinho, em vídeo divulgado nas ruas redes sociais.
A liminar do conselheiro de contas em exercício Licurgo Mourão cita falta de critérios objetivos para definir os valores e a dúvida sobre a finalidade dos recursos e ausência de estudos técnicos que comprovem o retorno institucional dos patrocínios. “Há indícios de que os valores foram definidos com base nas necessidades dos beneficiários, e não nos interesses empresariais das estatais, como exige a legislação”, informou o TCE-MG, em nota à imprensa.
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