Cláudia Abreu, Marjorie Estiano e mais atrizes reagem a evento de Juliano Cazarré para 'fortalecer' homens
A divulgação de um evento idealizado por Juliano Cazarré tem provocado reação de atrizes famosas nas redes sociais. Nesta semana, o ator — que recentemente interpretou o personagem Jorginho Ninja na novela "Três Graças" — compartilhou, por meio de seus perfis digitais, detalhes do projeto "O farol e a forja", que ele define como o "maior encontro de homens do Brasil". Colegas do gaúcho, entre os quais Claudia Abreu, Marjorie Estiano, Elisa Lucinda e Julia Lemmertz, criticaram a proposta, apontando um caráter contraditório na iniciativa, sobretudo num contexto de desigualdade de gênero e altos índices de violência contra mulheres.
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Entrevista: Juliano Cazarré afasta rótulo de bolsonarista ao citar religiosidade e conservadorismo: 'Quero falar com todos os lados'
Em entrevista recente ao GLOBO, Juliano Cazarré se autodeclarou um homem conservador e reclamou de certa "visão estereotipada" dos outros em relação à sua imagem, como considerou. "Tratam todo mundo como inimigos a serem combatidos e nos desumanizam", afirmou ele, ao afastar o rótulo de bolsonarista. O objetivo do tal evento para homens — que acontecerá entre os dias 24 e 26 de julho em São Paulo — é resgatar os "valores e a liderança masculina", como propaga.
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Em publicação no Instagram, ao citar a si mesmo na terceira pessoa, o artista afirmou: "Juliano Cazarré já foi cancelado várias vezes. Por falar que pai e mãe tem papéis diferentes. Por defender a família. Por não pedir desculpa por ser homem. E, em vez de recuar, ele foi mais fundo". A ação na capital paulista contará com palestras de médicos, psicólogos e teólogos, entre outros profissionais.
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Colegas do artista creem que o discurso de Juliano reforça visões ultrapassadas sobre masculinidade e papel de gênero. "Juliano, você não criou (o discurso que embasa este evento). Você só tá reproduzindo em maior ou menor grau, na verdade, um discurso que já é ampla e profundamente difundido, enraizado e que mata mulheres todos os dias. Por favor, dá uma olhada pra isso", opinou Marjorie Estiano, em comentário no Instagram.
A atriz Cláudia Abreu também se manifestou, indicando a contradição da proposta: "Num país com recorde de feminicídios", disse ela. Elisa Lucinda chamou a iniciativa de "grande e preocupante delírio" e afirmou que o ator estaria "indo na contramão dos avanços do mundo". "Que Deus tenha piedade dessa nação… Já dizia Eduardo Cunha", comentou Julia Lemmertz. Betty Goffman também reagiu às colocações do ator: "Gente, que criatura incompreensível esse ator, esse homem".
