Cientistas simularam explosões solares em laboratório e talvez tenham resolvido um dos maiores mistérios do Sol

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Fonte da notícia: O Antogonista O Antogonista

Especialistas revelam o real motivo do fogo na atmosfera do Sol A misteriosa atmosfera do Sol é centenas de vezes mais quente que a própria superfície da estrela, e os pesquisadores finalmente acharam a causa.

Um grupo de físicos recriou o ambiente solar dentro do laboratório para testar como as explosões de plasma aquecem essa camada tão fina. A coroa solar chega facilmente a um milhão de graus Celsius no espaço.

No entanto, a camada superficial bate na casa dos 5.500 °C, o que sempre gerou dúvidas pesadas na astronomia. Era natural esperar que o calor diminuísse ao se afastar do núcleo da estrela, mas ocorre exatamente o inverso no topo.

Para buscar uma resposta, os cientistas dispararam quatro lasers de alta potência em um pedaço de plástico corrugado no Instituto de Energia Atômica da China. Essa pancada gerou uma sopa de partículas energizadas chamada de plasma, criando pequenas chamas que simulam o chão da estrela de perto.

O pulso intenso durou um bilionésimo de segundo e expandiu o material plástico pelo ar menos denso da sala de testes. Esse movimento rápido formou pequenos dedos de matéria que se esbarram o tempo todo nas bordas do campo magnético.

Essa pancada forte e repetida entre as partes gera o pulo bruto na temperatura. De acordo com o documento do estudo internacional publicado online, esses minúsculos eventos atuam em conjunto sem parar.

O agrupamento de pequenas ignições magnéticas funciona perfeitamente para manter o caldeirão fervendo no espaço sideral. A tabela de resultados mostra a diferença real do calor medido na ponta do material durante os disparos elétricos.

A dinâmica prova que a textura crespa do astro e o encontro constante de campos magnéticos opostos turbinam o fogo gerado nas batidas. O alvo liso não teve força para levantar tanto os números medidos pelos computadores da equipe focada no projeto asiático.

O fenômeno astrofísico chamado de chuva coronal despeja um mar de massa caindo de volta pelo horizonte da estrela sem descanso. Quando a matéria tomba nessa gravidade, puxando para baixo, a queda gera atritos absurdos nas beiradas dos grandes sistemas de energia.

Separamos as três etapas responsáveis por acender a faísca original dessa fogueira solta no espaço: A simulação chinesa genial serviu para registrar etapas muito rápidas que os supertelescópios de hoje não captam direito na lente fotográfica.

A instalação gigante Shenguang-II em Xangai entregou dados riquíssimos sobre o disparo instantâneo e agressivo de partículas carregadas. As agências do governo vão checar a frequência real desse mecanismo no astro-rei ao longo das próximas missões espaciais.

O quebra-cabeças que travou a cabeça dos teóricos por décadas agora perde muita força graças aos equipamentos de laboratório criados aqui na Terra.

Publicação Original O Antogonista oantagonista.com.br
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