Chuveiro elétrico de 7.500 W só na energia solar: quantas placas você precisa?

 

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O chuveiro elétrico já é conhecido como um dos equipamentos que mais consomem energia na casa dos brasileiros. Quando falamos de um modelo de 7.500 W, bastante comum em regiões frias e em residências que buscam maior conforto térmico, a dúvida surge: dá para usar esse chuveiro apenas com energia solar? Chuveiro elétrico pode estar com os dias contados; conheça nova tecnologia 5 chuveiros elétricos que esquentam bem e não falham no frio A resposta é sim, mas como em outros projetos fotovoltaicos, isso exige planejamento, cálculos corretos e atenção especial à potência instantânea exigida pelo equipamento. O Canaltech fez as contas e aqui respondemos quantas placas seriam necessárias para isso: Veja as melhores promoções no WhatsApp do CT Ofertas Entendendo o consumo do chuveiro de 7.500 W Um chuveiro de 7,5 kW consome mais energia em menos tempo do que quase qualquer outro equipamento doméstico. Diferente do ar-condicionado, que funciona por horas, o banho é curto, mas extremamente intenso em demanda energética. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- Para conduzir os cálculos, vamos adotar um cenário realista de 2 banhos por dia de 10 minutos cada, totalizando 20 minutos diários de uso.  A energia consumida no dia pode ser representada por: 7,5 kW × 0,33 h ≈ 2,5 kWh. Em casas com mais moradores, esse número cresce rápido. Em uma família com quatro pessoas, o consumo pode facilmente chegar a 5 kWh por dia só com chuveiro. Com esses números em mãos, partimos das premissas técnicas de painéis solares de 400 Wp e um fator de desempenho de 0,75. Os chuveiros de 7.500 W são os mais potentes do mercado, refletindo isso no consumo de energia (Divulgação/Lorenzetti) Por fim, temos as horas-pico de sol (PSH), ou seja, o tempo em que os raios solares se encontram com potência máxima. Esse número varia por região, então usaremos: Fortaleza — 5,5 h/dia; Brasília — 5,0 h/dia; Manaus — 4,5 h/dia; São Paulo — 4,0 h/dia; Curitiba — 3,5 h/dia. Quantas placas solares seriam necessárias? Considerando o cenário de dois banhos por dia (cerca de 2,5 kWh diários), o sistema precisa gerar essa energia dentro das horas de sol — lembrando que, na prática, muitos banhos acontecem à noite, então será necessário armazenar ou compensar a geração. Com isso, temos: Fortaleza → 0,6 kWp, equivalente a 2 painéis de 400 Wp; Brasília → cerca de 0,67 kWp, também 2 painéis; Manaus → aproximadamente 0,74 kWp, ainda 2 painéis; São Paulo → 0,83 kWp, variando entre 2 e 3 painéis; Curitiba → perto de 1,0 kWp, exigindo cerca de 3 painéis; Em resumo: apesar da potência elevada do chuveiro, a quantidade de placas não é tão grande porque o tempo de uso é curto. O maior desafio está em outro ponto do projeto. O engenheiro Rogers Demonti explicou ao Canaltech os pormenores desse cenário hipotético. “Eu sempre digo isso em aula: usar energia solar fotovoltaica para alimentar chuveiro elétrico é quase um contrassenso. Pensar em energia solar para um chuveiro elétrico pode até funcionar, mas economicamente não faz sentido para a maioria das pessoas”, explica. O verdadeiro desafio: potência instantânea Enquanto a energia diária necessária não é tão alta, o pico de potência é enorme. Um sistema solar precisa não apenas gerar energia, mas também ser capaz de fornecer 7,5 kW instantâneos quando o chuveiro é ligado. Apesar de ser possível, não chega a ser prático usar energia solar exclusivamente em um chuveiro (Reprodução/Império Solar) Isso exige um inversor apropriado, cabeamento, proteções e projeto elétrico capaz de suportar a demanda e, se o banho for à noite, uma bateria para suportar essa descarga intensa. Para nosso cenário de referência, temos cerca de 2,5 kWh úteis por dia, exigindo aproximadamente 4 kWh de bateria bruta, considerando perdas. Para famílias maiores, esse número pode dobrar facilmente. “Quando falamos de calor, existem alternativas muito melhores do que transformar energia solar em elétrica para depois virar calor de novo. Se eu quero calor, é muito mais eficiente usar diretamente um coletor solar do que converter energia solar em elétrica e depois em calor no chuveiro” explica Rogers. Vale a pena? Do ponto de vista técnico, sim: é totalmente possível rodar um chuveiro elétrico de 7.500 W só com energia solar. Já do ponto de vista prático, há considerações importantes: o custo do inversor aumenta bastante e o sistema precisa ser muito bem dimensionado. Dessa forma, acaba compensando mais planejar a geração para toda a casa e não apenas para o chuveiro. Por mais que seja possível, os números provam que, na prática, é um projeto inviável. Leia mais no Canaltech: Galaxy A37 vai ganhar câmera melhor, sugere rumor TCL anuncia tablet com tela "de papel"; conheça Novo top da Xiaomi terá "câmera profissional" em miniatura embutida; entenda Leia a matéria no Canaltech.