Brasil – A chuva de meteoros Oriônidas, formada por partículas deixadas pelo cometa Halley, atingirá seu pico nesta semana e poderá ser observada em todo o Brasil. Segundo a Nasa, o fenômeno será mais intenso entre a noite de quarta-feira (21) e a madrugada de quinta-feira (22), quando a Terra atravessará uma região do espaço com fragmentos do cometa.
Em condições ideais de observação, a chuva poderá produzir de 10 a 20 meteoros por hora. Os rastros luminosos, conhecidos como estrelas cadentes, poderão ser vistos a olho nu, sem a necessidade de telescópios ou outros equipamentos. A melhor oportunidade para observar o fenômeno será durante a madrugada de quinta-feira (22), especialmente após o pôr da Lua e antes do amanhecer. Neste ano, porém, a Lua estará 74% iluminada, o que poderá dificultar a visualização dos meteoros menos brilhantes. Onde olhar para ver a chuva de meteoros As Oriônidas parecem surgir da região da constelação de Órion, que pode ser identificada pelas Três Marias. Apesar disso, os meteoros podem aparecer em diferentes partes do céu. Por isso, o ideal é observar uma área ampla, sem concentrar o olhar em um único ponto. Aplicativos de astronomia, como o Star Walk 2, disponível para iOS e Android, podem ajudar a localizar constelações e estrelas de acordo com a posição do observador. Como observar as estrelas cadentes Para acompanhar a chuva de meteoros, a recomendação é procurar um local seguro, com pouca iluminação artificial e visão desobstruída do céu. Áreas rurais e regiões afastadas das luzes das cidades oferecem condições mais favoráveis. Também é indicado permanecer por pelo menos 20 minutos no escuro para que os olhos se adaptem à baixa luminosidade. Depois, basta observar o céu e aguardar o aparecimento dos meteoros. Binóculos e telescópios não são necessários. A observação a olho nu permite acompanhar uma área maior do céu e aumenta as chances de perceber os rastros luminosos. A visibilidade também dependerá das condições meteorológicas. Por que a chuva de meteoros está ligada ao cometa Halley? As Oriônidas são formadas por pequenas partículas de poeira e fragmentos deixados pelo cometa Halley em suas passagens anteriores pelo Sistema Solar. Todos os anos, a Terra atravessa essa região e os fragmentos entram na atmosfera terrestre. O atrito com os gases atmosféricos provoca o aquecimento das partículas, produzindo os rastros luminosos popularmente conhecidos como estrelas cadentes. Segundo a Nasa, os meteoros das Oriônidas entram na atmosfera a cerca de 66 quilômetros por segundo, o equivalente a aproximadamente 238 mil quilômetros por hora. Essa velocidade elevada pode produzir rastros brilhantes que permanecem visíveis por alguns instantes. Um dos cometas mais conhecidos da astronomia, o Halley passou pela região interna do Sistema Solar pela última vez em 1986. Seu próximo retorno está previsto para 2061.
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