China reafirma soberania sobre Taiwan após FMI classificar ilha como província chinesa

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – O governo chinês reafirmou nesta quarta-feira (21) que Taiwan faz parte de seu território e defendeu a decisão do Fundo Monetário Internacional (FMI) de identificar a ilha como uma província chinesa em sua mais recente previsão econômica. A manifestação ocorreu após autoridades de Taiwan protestarem contra a classificação e solicitarem à instituição financeira internacional que adotasse uma posição neutra sobre a questão.

De acordo com o jornal Global Times, Zhang Han, porta-voz do Gabinete de Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado da China, afirmou durante uma coletiva de imprensa que Pequim reconhece o trabalho das organizações internacionais que tratam de assuntos relacionados à ilha em conformidade com o princípio de Uma Só China.

A declaração foi uma resposta direta à reação das autoridades de Taiwan à nomenclatura utilizada pelo FMI. Para o governo chinês, a classificação está alinhada ao entendimento diplomático defendido por Pequim de que Taiwan integra o território da República Popular da China.

“Taiwan faz parte da China, e o princípio de Uma Só China é uma norma básica que rege as relações internacionais e um consenso universal da comunidade internacional. As autoridades do Partido Democrático Progressista insistem obstinadamente em sua postura separatista de ‘independência de Taiwan’ e se recusam a reconhecer o princípio de Uma Só China, o que só lhes trará humilhação”, declarou Zhang.

Pequim critica posição das autoridades de Taiwan

A manifestação do porta-voz chinês ocorreu em meio à controvérsia provocada pela apresentação de Taiwan como província chinesa na publicação econômica do FMI. As autoridades responsáveis pelas relações exteriores da ilha contestaram a designação e pediram que o organismo multilateral mantivesse neutralidade em relação à disputa política.

Pequim, por sua vez, considera que o tratamento dado a Taiwan pelas organizações internacionais deve respeitar o princípio de Uma Só China, fundamento de sua política diplomática para a questão.

Ao comentar o episódio, Zhang direcionou críticas ao Partido Democrático Progressista (DPP), legenda que governa Taiwan e rejeita as reivindicações de soberania de Pequim sobre a ilha. Segundo o porta-voz, a resistência das autoridades taiwanesas ao princípio defendido pela China está associada à manutenção de uma posição separatista.

A declaração também evidencia a importância atribuída pelo governo chinês à terminologia utilizada por organismos multilaterais. Para Pequim, o reconhecimento de Taiwan como parte da China em documentos internacionais está relacionado à defesa de sua soberania e integridade territorial.

Princípio de Uma Só China orienta posição diplomática de Pequim

O princípio de Uma Só China estabelece, na formulação defendida por Pequim, que existe apenas uma China no mundo, que Taiwan integra seu território e que o governo da República Popular da China é o único representante legítimo do país.

A questão constitui um dos principais pontos de tensão política e diplomática no Leste Asiático. Embora Taiwan mantenha administração própria, instituições políticas e forças armadas, o governo chinês considera a ilha parte inseparável de seu território e se opõe a iniciativas que interprete como reconhecimento de uma independência formal.

O posicionamento de Pequim também se reflete em suas relações com instituições multilaterais, nas quais a representação de Taiwan e a nomenclatura empregada em documentos oficiais frequentemente provocam divergências.

No episódio envolvendo o FMI, o governo chinês reiterou que considera legítima a adoção de classificações compatíveis com sua posição sobre Taiwan. A reação das autoridades taiwanesas demonstra, por outro lado, que a forma como a ilha é identificada em publicações internacionais permanece um ponto de controvérsia diplomática.

A declaração de Zhang reforça a posição de Pequim de que o princípio de Uma Só China deve orientar o tratamento da questão de Taiwan por organizações internacionais, inclusive em documentos de natureza econômica.

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