China diz que inundação destruiu totalmente posto de fronteira de cinco andares entre Tibete e Nepal: 'Quando começamos a cavar, era a fundação que havia restado'

China diz que inundação destruiu totalmente posto de fronteira de cinco andares entre Tibete e Nepal: 'Quando começamos a cavar, era a fundação que havia restado' - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

O número de mortos no deslizamento seguido de inundação ocorrido no dia 26 de agosto na fronteira entre o Tibete, território ocupado pela China, e o Nepal subiu de 31 para 43 vítimas do lado chinês, informou neste domingo (6) a imprensa estatal chinesa. O GLOBO no Mundo: receba as notícias internacionais direto no seu celular Quer morar fora? Ferramenta do GLOBO reúne informações sobre custo e qualidade de vida, salários, vistos e oportunidades de 36 países A catástrofe, que atingiu a região do Tibete, no sudoeste da China, “deixou 43 mortos e 519 desaparecidos, segundo o balanço mais recente”, estabelecido no sábado às 18h locais (7h de Brasília), segundo a agência oficial Xinhua. Entre os desaparecidos, 261 são estrangeiros.

A tragédia também provocou graves danos no Nepal, onde deixou pelo menos 1.341 mortos e cerca de 5 mil desaparecidos, de acordo com os dados oficiais mais recentes. Neste domingo (6) a China levou um grupo de jornalistas estrangeiros à região a Porto Gyirong, o posto de fronteira entre Tibete e Nepal, que vídeos mostram ter sido devastado pela inundação.

Inundações deixam mortos no Nepal e deslizamento provoca 'numerosas' vítimas no Tibete A reportagem da rede americana CNN descreve Porto Gyirong como "uma paisagem lunar de pedras, cascalho e lama", com "poeira e neblina tomando o ar". Não foram encontrados sobreviventes no local, e equipes chinesas continuam procurando por corpos. Do posto de fronteira sobrou apenas a fundação.

— Tudo o que conseguíamos ver depois, quando começamos a cavar, era a fundação que havia restado — disse o socorrista Zhang Xiaojun à CNN no local. — Todas as estruturas que ficavam acima dela foram arrastadas pelo deslizamento de lama. Foi realmente de partir o coração ver aquilo. Muitos de nossos compatriotas chineses perderam suas vidas preciosas neste desastre.

De acordo com a reportagem da CNN, em coletiva de imprensa realizada neste domingo, as autoridades chinesas negaram que haja falta de transparência sobre os esforços de resgate no Tibete. Pu Weidong, diretor-adjunto executivo do Departamento de Segurança Pública do Tibete, afirmou que mais de 60 especialistas e três laboratórios trabalham na identificação dos corpos encontrados. Os restos mortais das vítimas e seus pertences pessoais estavam sendo registrados, com suas impressões digitais, dados genéticos e outras características físicas catalogadas. Registros de imigração, além de dados de localização, estão sendo usados para identificar quem estava desaparecido na região.

De acordo com as autoridades chinesas ouvidas pela CNN, informações sobre estrangeiros foram repassadas às embaixadas.

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