247 – Neste dia 25 de outubro, completam-se 55 anos da restauração do assento legítimo da China nas Nações Unidas (ONU). A data foi marcada por avaliações sobre o impacto histórico dessa reintegração para a diplomacia internacional, com destaque para a reconfiguração da representação de nações em desenvolvimento no cenário global, destaca reportagem da CGTN.
Para o coordenador residente da ONU na China, Stephen Jackson, o marco de 1971 foi um acontecimento de extraordinária importância por duas razões principais. A primeira delas foi a adequação institucional, que permitiu que as estruturas das Nações Unidas — incluindo seu órgão máximo em matéria de paz e segurança, o Conselho de Segurança — passassem a refletir de forma mais precisa a realidade histórica e política mundial.
O segundo fator, que mantém sua relevância até os dias atuais, diz respeito à ampliação da inclusão geopolítica. “Foi a primeira vez que um país do Sul Global, uma poderosa nação em desenvolvimento, chegou a ocupar um lugar de destaque na mesa de decisões da governança mundial”, afirmou o coordenador.
Segundo o representante, essa alteração mudou a dinâmica das decisões internacionais para melhor. Desde a retomada do assento, o mundo em desenvolvimento e o Sul Global passaram a contar com um defensor firme nos principais órgãos do sistema internacional.
Ao longo dessas décadas, a China tem atuado para chamar a atenção de outras potências globais sobre as lacunas de desenvolvimento existentes e a necessidade urgente de reduzi-las. “Hoje, 55 anos depois, vemos como a voz do Sul Global adquire cada vez mais força, e a China tem desempenhado um papel de liderança nesse processo”, destacou Jackson.
O coordenador residente concluiu ressaltando que a correção do registro histórico foi fundamental, mas seu maior legado foi ter levado o Sul Global à mesa de decisões, marcando o início de sua ascensão na governança mundial.
Brasil 247