Esta é a semana decisiva, em que a disputa mais importante da nossa história contemporânea encontrará um resultado. No domingo teremos o resultado desta nossa luta.
Sem simplificar demasiado, é a luta do bem contra o mal, dos direitos contra o desenfreio do mercado, da democracia contra a ditadura. Temos que saber fazer chegar a consciência do que está em jogo para o maior número de pessoas.
Saber convocar os que não votaram a votarem e a fazê-lo pelo Lula, que é a possibilidade de que possamos seguir decidindo pelo voto, democraticamente, o nosso futuro. Gostem ou não gostem do Lula, estejam ou não estejam de acordo com o seu governo.
Temos que saber transmitir a tragédia que a extrema-direita representa. Que a mudança que eles dizem representar é para pior e não para melhorar a vida das pessoas. É para retirar direitos e não para consolidá-los e estendê-los.
Que haveria menos empregos, menos estabilidade, menos fraternidade, menos esperança, menos expectativa de um futuro decidido por todos, democraticamente.
Que embora muita gente reclame do que tem hoje, pioraria se a extrema-direita ganhasse. Que a insegurança tem que ser combatida com repressão aos contraventores e será. Mas não basta só aumentar a repressão. Não se combate a violência com mais violência.
Temos que ser capazes de fazer os jovens entenderem que a garantia das formas de vida que eles preferem só pode ser possível pela democracia. Que rejeitar toda forma de política não significa garantir a liberdade deles.
Que os movimentos que eles estão protagonizando são fundamentais, são formidáveis. Que assim eles estão tomando o futuro nas suas mãos. Que têm que continuar sempre assim.
Que o futuro depende deles. Que eles têm que criar uma nova forma de fazer política. Que a democracia é a única condição para eles poderem realizar suas vontades, suas necessidades, suas formas livres de vida.
Que os adversários deles são os que lutam contra a democracia, que preferem governos autoritários, ditatoriais, repressivos.
A postura dos jovens é decisiva para definir o futuro de todos nós. Dá para entender o desinteresse pela política como ela é, que não representa nada para eles, que não veem nela o que eles querem.
Daí também a importância de eles voltarem a se interessar por tudo, mesmo da forma que eles sabem fazer.
Chegou a hora da decisão definitiva. Agora é concentrar-se em fazer com que os que não votaram votem no Lula.
Brasil 247