O chefe de gabinete do governo Javier Milei, Diego Santilli, defendeu nesta quinta-feira (29) a atuação das autoridades de imigração que permitiram que Flávio Bolsonaro deixasse a Argentina rumo aos Estados Unidos. O chefe da Casa Civil afirmou que o senador brasileiro entrou no país com toda a documentação necessária e que não havia restrições que o impedissem de viajar.
Santilli explicou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro cumpriu todos os requisitos de imigração e que sua saída ocorreu pelos procedimentos habituais. 'Como afirmou a Direção-Geral de Migração: ele entrou com a documentação correspondente, em ordem, e acabou saindo de avião, também nas mesmas condições', afirmou.
Questionado se achava a manobra estranha, o Chefe do Estado-Maior insistiu que 'não havia mandados da Interpol contra ele'. 'Ele viajou para os EUA via Guayaquil.
Se um cidadão entra sem restrições e sai sem restrições, a Imigração autorizou, pois não havia impedimentos'. Depois da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, o governo federal está apurando as suspeitas de participação dos governos de Javier Milei, da Argentina, e dos EUA, de Donald Trump, na megaoperação de fuga do país, que contou com o aval do presidente americano.
De acordo com fontes do governo à CBN, o Brasil também está trabalhando para saber se houve algum tipo de apoio inclusive do governo do Equador. Trump afirmou que aprovaria a entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA ao dizer que ele e a família são boas pessoas.
O Departamento de Estado americano confirmou que vai emitir vistos para todos. Desde o resultado das eleições brasileiras no último domingo, Trump ainda não reconheceu o resultado e chegou a dizer que “parece que houve fraude”.
Governo Trump monitorou fuga de Flávio Bolsonaro e criou fake news para despistar imprensa e autoridades, diz jornal Flávio Bolsonaro chegando nos Estados Unidos.
RICARDO ARDUENGO/AFP O governo dos Estados Unidos monitorou todo o plano de fuga de Flávio Bolsonaro (PL) e da família e foi responsável por enviar fake news para a imprensa, a fim de despistar todo o plano nos veículos e entre as autoridades.
As informações foram divulgadas em uma reportagem pelo jornal Clarín, destacando que veículos como a Reuters disseram que Flávio já havia chegado nos EUA, citando fontes confiáveis do Departamento de Estado. Enquanto isso, Flávio e a família 'aguardavam instruções da Casa Rosada, via Caputo, para entrar no aeroporto de Foz do Iguaçu e concluir os procedimentos necessários para deixar o país'.
Ainda de acordo com a reportagem, o assessor foi responsável por providenciar o jatinho para levar a família. Além disso, ele foi designado diretamente por Javier Milei, presidente da Argentina, para resolver o caso.
Após Flávio deixar o país, Caputo ligou diretamente para Milei confirmando o sucesso do plano. Diversos órgãos argentinos estiveram envolvidos no planejamento, entre eles a Secretaria de Inteligência, de Imigração, Polícia Aeroportuária e até mesmo a Entidade Binacional Yacyretá, responsável por administrar uma usina entre Argentina e Paraguai.
Além do jatinho que levou Flávio, outro pousou no mesmo aeroporto e ficou parado o dia inteiro para tentar criar uma distração. O texto ainda diz que Caputo acompanhou a família até a pista do aeroporto para concluir os trâmites de imigração.
O jato, segundo o Clarín, foi fretado por 'figuras influentes do Partido Republicano'. O veículo destaca que a imigração brasileira não 'não realiza verificações em brasileiros que entram na Argentina'.
'As autoridades locais da província não foram informadas sobre a dimensão da operação nem sobre as autoridades que apareceram em Puerto Iguazú', completa o texto. Avião sobrevoou diversos países passando longe dos Estados Unidos.
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CBN