Chef do estrelado Oteque assinará menu do Terminal BTG Pactual

 

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O chef Alberto Landgraf, do Oteque, com uma estrela Michelin, vai assinar o menu do Terminal BTG Pactual a partir de junho. Ele explica que a proposta é preparar o passageiro para uma jornada, o que é uma experiência diferente da oferecida no restaurante:

— O mais importante é entender que existe uma diferença entre alimentar a pessoa que vai para o restaurante e depois para casa; e aquela que vai começar uma jornada. O restaurante é o fim da jornada, você passa o dia trabalhando, estressado e vem aqui para descomprimir. No terminal, vamos preparar a pessoa para uma jornada. Às vezes, a pessoa vai viajar a trabalho, vai dar um bate-volta ou fazer voos longos. A gente tem que alimentar a pessoa para ela chegar ao voo e já poder deitar, descansar, dormir. E não ficar se preocupando em esperar aquela uma hora e meia depois da decolagem. Antecipamos o tempo que ele vai poder relaxar e ficar à vontade.

Landgraf diz que a demanda será analisada e ajusta, com o que as pessoas forem gostando.

— Vamos oferecer almoço, jantar, café da manhã, meio da tarde, tudo. Da primeira à última refeição porque o terminal é 24 horas. Da primeira a última refeição, teremos até sanduíche, misto quente, tem de tudo lá. O terminal trabalha com reserva, sabemos a hora que a pessoa vai chegar, em que voo.

O chef frisa que o trabalho que fará no terminal não se assemelha ao de uma sala VIP de aeroporto.

— Nunca aceitei fazer uma sala de embarque, estou fazendo um terminal de embarque. São duas coisas diferentes. É importante entender isso, porque daí eu tenho como fazer uma coisa bem feita. Numa sala, com aquele monte de gente, você não sabe quem entra, quem não entra. O terminal tem que ser só com reserva, com antecedência.

O terminal é o primeiro da América Latina a oferecer um atendimento exclusivo e personalizado aos passageiros da aviação comercial. Landgraf retorna a São Paulo após mais de uma década do encerramento do Epice. O chef desenvolveu receitas que priorizam frescor e conforto, valorizando os ingredientes e evitando combinações excessivamente exóticas.

Entre as opções de entradas, estão o crudo de peixe, acompanhado de leite de castanha do Pará, óleo de kombu preto e rabanete; e pupunha servida com ingredientes sazonais e preparo delicado. De pratos principais, serão oferecidas sugestões como o entrecôte com legumes assados, emulsão de salsa e demi-glace; e o robalo confit com alho-poró, creme de cúrcuma e trigo sarraceno.

Para os vegetarianos, as dicas são a burrata com tomate confit, rúcula e vinagrete balsâmico; e o rigattoni ao creme de cogumelos e óleo de porcini. As sobremesas incluem o bolo de chocolate meio amargo com creme anglaise e feuilletine e o corvete de morango com compota de morango e caramelo salgado. Os pratos do novo cardápio estarão disponíveis para os passageiros do Terminal no próximo mês, com o serviço incluso no valor da reserva, de US$ 600.

O terminal fica no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e tem uma estrutura de 2.400 metros quadrados. Ele conta com check-in, raio-x, alfândega e imigração privativos, além de transporte particular até a aeronave. Os passageiros têm à disposição lounges privativos e carta de drinques de Ricardo Miyazaki, eleito o melhor bartender de São Paulo.

— Para usar o terminal, não precisa ser cliente do BTG. Recebemos pessoas de todo o Brasil e até de outros países. Entregamos uma experiência que vai de ponta a ponta. A gente desenhou todo o nosso serviço pra que as pessoas chegassem 3 horas antes. Quando abrimos, sabe o que aconteceu? As pessoas quiseram chegar antes. Então mudamos para 4 horas antes — detalha Fábio Camargo, CEO do Terminal BTG Pactual.