Chanceler diz que quem rejeita culpa da Alemanha pelo Holocausto ‘deve deixar nosso país’

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – O chanceler alemão, Friedrich Merz, declarou nesta sexta-feira (6) que imigrantes muçulmanos que se recusam a reconhecer a responsabilidade histórica da Alemanha pelo Holocausto devem deixar o país. A informação foi divulgada pela agência de notícias alemã dpa e relatada durante uma recepção na Chancelaria, em Berlim, a atletas judeus que representaram a nação nos Jogos Maccabiah deste ano.

Segundo os relatos, as declarações do chefe de governo ocorreram após um treinador de basquete da competição afirmar que atletas da equipe sentiam medo de usar publicamente jaquetas com a Estrela de Davi. Chanceler reforça dever histórico para imigrantes

Durante o evento com os atletas, Merz argumentou que a responsabilidade histórica da Alemanha se aplica igualmente aos indivíduos que chegam ao território alemão procedentes de nações islâmicas. O chanceler afirmou textualmente que “esta responsabilidade histórica do nosso país aplica-se tanto àqueles que vêm para aqui, para a Alemanha, vindos de países islâmicos” e acrescentou que “qualquer pessoa que não cumpra esta regra deve deixar o nosso país”, conforme repassado pela dpa.

Para fundamentar sua posição, o governante recorreu a um discurso proferido em 1985 no Bundestag pelo ex-presidente alemão Richard von Weizsäcker. Naquela ocasião, o antigo chefe de Estado destacou a importância de reconhecer e enfrentar o papel do país no genocídio de 6 milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial, pontuando que as gerações posteriores não tinham culpa direta pelos atos cometidos, mas respondiam pelo legado deixado.

Cenário de antissemitismo e dados recentes na Alemanha A sociedade alemã tem enfrentado níveis persistentemente elevados de antissemitismo nos últimos anos.

De acordo com um relatório publicado pela Associação Federal de Departamentos de Pesquisa e Informação sobre Antissemitismo (RIAS), foram contabilizados 2.197 incidentes antijudaicos em Berlim no decorrer do ano de 2025. Após a divulgação do levantamento, um legislador alemão avaliou que a ameaça enfrentada pela comunidade judaica é a mais grave registrada desde o período do Holocausto.

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