O diretor e CEO da OpenAI, empresa criadora do ChatGPT, Sam Altman, deu a primeira declaração pública após falas de ex-trabalhadores da empresa e de outras de tecnologia destacando um 'futuro sombrio' e receio de descontrole da IA. Ele afirmou que as pessoas deveriam ter mais fé nas empresas de IA para manter a tecnologia segura, em meio às crescentes preocupações públicas sobre os riscos. 'O mundo deve confiar que faremos a coisa certa, porque é a coisa certa a fazer e sentimos a magnitude disso', disse Altman durante uma conferência em São Francisco. Ele reconheceu que as pessoas tinham razão em se preocupar com a IA, visto que a capacidade das ferramentas evoluiu rapidamente. O presidente americano Donald Trump criticou os apelos por mais restrições à tecnologia em rápida evolução, chamando os receios sobre a segurança da IA de 'farsa'. Ele disse que as únicas 'salvaguardas' necessárias para a IA eram um presidente 'forte e inteligente'. Os comentários de Altman nessa terça-feira (15) ocorreram durante uma participação em uma conferência anual organizada pela empresa de software Salesforce. 'Já não precisamos de tanta imaginação como antes para imaginar como isto poderia correr mal. Acho que o mundo tem razão em ter medo disto', declarou. Em entrevista à Axios publicada em 3 de setembro, Altman disse que esperava que o Congresso criasse uma 'estrutura básica' para IA avançada após seu depoimento em 2023, mas isso ainda não aconteceu. Ele sugeriu que os legisladores têm tido dificuldades em acompanhar o ritmo da tecnologia e em regulamentar sem 'desacelerar a inovação'. Os comentários de Altman na terça-feira foram a primeira vez que ele se pronunciou publicamente desde que uma publicação feita por um pesquisador que deixou a empresa de IA Anthropic viralizou na semana passada. O pesquisador afirmou que a IA poderia 'matar todos os humanos' até o final da década se não fosse controlada. Alguns outros executivos e especialistas em IA responderam dizendo concordar com a avaliação. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou na mesma conferência que as empresas de IA devem decidir se novas versões da tecnologia devem ser lançadas, e não serem gerenciadas por forças externas. A Nvidia é a maior empresa do mundo em valor de mercado, com seus lucros tendo disparado como resultado da demanda desenfreada por seu hardware. Mark Zuckerberg vai contra Musk, Amodei e Altman e rejeita desaceleração no avanço da IA Mark Zuckerberg, CEO da Meta ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP O CEO da Meta, Mark Zuckerberg rejeitou a ideia de desaceleração coordenada no desenvolvimento da inteligência artificial. Na rede social X, Zuckerberg afirmou 'que cada laboratório tem a responsabilidade e o incentivo de avançar no ritmo necessário para treinar seus modelos com segurança.' A posição contrasta com a do chefe da Anthropic, Dario Amodei, que defendeu uma redução conjunta do ritmo de evolução dos modelos e recebeu apoio de Sam Altman, da OpenAI e de Elon Musk. Por outro lado, se aproxima do presidente americano Donald Trump, que também minimizou os riscos e criticou medidas que possam frear o avanço da tecnologia nos Estados Unidos. Debate ganhou força após a saída do pesquisador da Anthropic Jacob Coxon. Ao deixar a empresa, ele disse acreditar que profissionais envolvidos no desenvolvimento de inteligência artificial veem como possível um cenário em que a tecnologia represente uma ameaça à humanidade ainda nesta década. 'As pessoas que estão construindo IA acreditam sinceramente que ela pode acabar com todos nós até o fim da década'. Inteligência artificial Reprodução/Pexels
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CEO da OpenAI afirma que pessoas 'tem razão em ter medo' da IA, mas que 'devem confiar nas empresas'
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