Imagens de satélite mostram danos em dois centros de dados da Amazon no Bahrein, reforçando as alegações do Irã, feitas na semana passada, de que as instalações foram atingidas por mísseis. A Guarda Revolucionária Islâmica, por meio da agência de notícias estatal Tasnim, divulgou imagens de satélite de alta resolução que mostram danos significativos em dois centros de dados localizados nas cidades de Zallaq e Askar.
FGTS: Conselho aprova hoje distribuição de R$ 13 bi entre trabalhadores. Calculadora mostra quanto vai para sua conta Geopolítica da tecnologia: Brasil adere à nova governança de IA proposta pela China. Faz sentido? Segundo a corporação, os locais foram alvo dos ataques devido ao apoio da Amazon às operações militares dos Estados Unidos. Imagens independentes, de menor resolução, obtidas pela constelação de satélites Sentinel-2, da Agência Espacial Europeia, e analisadas pela Bloomberg News, também mostram danos em ambas as instalações. — A análise das imagens do Sentinel-2 indica evidências de danos nas duas instalações, mas não permite determinar a extensão dos prejuízos — afirmou Adam Farrar, analista sênior de geoeconomia da Bloomberg Economics, que tem experiência em inteligência geoespacial, acrescentando que o momento aparente dos ataques e a localização das áreas danificadas são compatíveis com as imagens divulgadas por agências de notícias iranianas. A Amazon se recusou a comentar o caso. O Centro Nacional de Comunicação do Bahrein não respondeu a um pedido de comentário. O Pentágono e o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) também se recusaram a comentar.
À medida que as forças armadas dependem cada vez mais de tecnologias digitais e de inteligência artificial, os centros de dados passaram a ser considerados alvos estratégicos, ao lado de centros de comando tradicionais, bases aéreas e instalações militares. Diversos centros desse tipo em países do Golfo foram danificados por drones, destroços de ataques e mísseis durante a guerra envolvendo o Irã. Tecnologia na educação: Armadilha criada por professor para uso de IA reprova quase a turma toda. Entenda As forças dos Estados Unidos e do Irã interromperam em grande parte as hostilidades desde a última sexta-feira, mas, até então, vinham trocando ataques diariamente por cerca de duas semanas. Embora os alvos principais tenham sido instalações militares, a infraestrutura civil também sofreu danos.
Ao lado do Kuwait e da Jordânia, o Bahrein foi um dos países mais atingidos pelos ataques da República Islâmica. O país abriga a principal base naval dos Estados Unidos na região. Os ataques aos centros de dados também foram confirmados pela Armed Conflict Location & Event Data (ACLED), organização sem fins lucrativos que monitora conflitos armados. Segundo a ACLED, em 24 de julho, forças iranianas dispararam projéteis que atingiram o centro de dados da Amazon em Zallaq, após um ataque anterior ocorrido em 22 de julho.
Após anos de disputas: Johnson & Johnson fecha acordo de US$ 5,5 bi para encerrar ações por casos de câncer ligados ao talco O centro de dados RJR da Bahrain Telecommunications, em Askar, que hospeda infraestrutura de computação em nuvem da AWS, foi atingido nos dias 18 e 21 de julho, de acordo com os dados da entidade. A Bahrain Telecommunications, conhecida como Batelco, não respondeu aos pedidos de comentário. O porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Sardar Mohebbi, afirmou, em entrevista em vídeo à agência Tasnim, que os ataques tiveram como alvo "um importante ativo de processamento de informações do inimigo". O Sentinel-2, da Agência Espacial Europeia (ESA), é um dos poucos serviços ocidentais de imagens de satélite que permaneceram disponíveis durante o conflito. Empresas americanas do setor, como Planet Labs e Vantor, restringiram em grande parte a divulgação de imagens relacionadas à guerra envolvendo o Irã, após o governo dos Estados Unidos manifestar preocupações com riscos à segurança. Em março, a divisão de computação em nuvem da Amazon alertou para a possibilidade de interrupções prolongadas de seus serviços no Oriente Médio, depois de revelar que drones haviam danificado três instalações na região.
Em abril, a empresa informou que seu conjunto de centros de dados no Bahrein estava indisponível e orientou os clientes a recuperar seus dados a partir de cópias de segurança armazenadas em outros locais. Desde então, a Amazon tem se recusado a comentar os danos causados à sua infraestrutura na região.
O Globo