Centro de Saúde do Servidor volta a funcionar e Goiânia amplia transporte de pacientes

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Os servidores da Prefeitura de Goiânia passam a contar com um espaço exclusivo para atendimentos de saúde no Paço Municipal. O prefeito Sandro Mabel inaugurou nesta terça-feira, 3, a retomada dos atendimentos psicológicos e psicossociais, além dos serviços da junta médica municipal no Centro de Saúde do Servidor.

A reativação da unidade também acompanha a concentração dos setores administrativos no Paço Municipal. Segundo Mabel, entre 85% e 90% da administração já funciona no prédio, enquanto anteriormente o percentual não chegava a 60%.

O espaço também oferecerá acompanhamento de tratamentos, emissão de receitas e assistência relacionada à necessidade de medicamentos. “Estamos trazendo todo o atendimento de saúde do servidor para cá.

Todas as consultas que são necessárias para o nosso funcionário serão realizadas aqui no Paço”, afirmou o prefeito. Ele explicou que a estrutura não será destinada apenas a situações emergenciais, mas também a acompanhamentos contínuos.

“Temos uma série de consultórios e condições para atender melhor o nosso servidor”, acrescentou. Durante a inauguração, Mabel também destacou as intervenções realizadas na estrutura do Paço Municipal.

Entre as mudanças estão a reforma dos banheiros, a retirada de pequenas salas para ampliar os ambientes de trabalho e a modernização do sistema de refrigeração. De acordo com o prefeito, os espaços internos estão sendo reorganizados para oferecer ambientes mais amplos, enquanto o sistema de refrigeração passa por mudanças para garantir temperaturas adequadas nos locais de trabalho.

“Esse cuidado com o servidor é importante. Para que eles tenham carinho com a população, nós também precisamos tratá-los com carinho”, declarou o prefeito.

Centro de Saúde do Servidor em Goiânia | Fotos: Alex Malheiros Pacientes chegam a esperar até oito horas por transporte

Além da inauguração do Centro de Saúde do Servidor, a Prefeitura entregou nesta terça-feira, 3, 11 ambulâncias para o Serviço de Atendimento ao Transporte Sanitário (SATS). Com os novos veículos, a frota passará de cinco para 14 unidades.

Outras três ambulâncias devem ser incorporadas nos próximos dias, segundo Mabel. O serviço atende pacientes que precisam de deslocamento para consultas, exames, sessões de hemodiálise e reabilitação, além de transferências entre unidades de saúde e hospitais para internação.

Também são transportados pacientes acamados que necessitam de atendimento periódico. Diferentemente do Samu, o transporte sanitário não é destinado a ocorrências de urgência e emergência.

1/3 Novas ambulâncias do Samu | Foto: Mylenna Scheidegger/Jornal Opção

A ampliação busca reduzir o tempo de espera para esse tipo de atendimento. Segundo Mabel, havia situações em que pacientes aguardavam de três a oito horas para serem levados de uma unidade de saúde a outra.

“Com as 14 ambulâncias, esperamos que praticamente não haja tempo de espera. A pessoa chama e o prazo será o tempo de deslocamento do veículo”, afirmou.

O secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, informou que cerca de 800 pacientes utilizam atualmente o transporte ambulatorial para consultas, reabilitação e hemodiálise. Outros 73 aguardavam na fila por uma vaga.

Com a ampliação da frota, a expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é superar 5 mil atendimentos mensais, considerando os diferentes perfis de transporte. “Hoje temos 800 pacientes que fazem transporte ambulatorial e outros 73 aguardando vaga.

Nossa expectativa é que, somando os dois perfis, a gente passe de 5 mil atendimentos por mês”, declarou Pellizzer. Segundo ele, a medida pretende evitar que pacientes percam consultas ou permaneçam por horas aguardando um deslocamento necessário para dar continuidade ao tratamento.

O secretário também explicou a diferença entre o transporte sanitário e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Enquanto o SATS atende pacientes que precisam de deslocamentos programados ou remoções de menor complexidade, o Samu é responsável pelas ocorrências de urgência e emergência, como acidentes, casos clínicos graves e transferências de pacientes com indicação de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A coordenadora-geral do Samu, Jaqueline Leão, afirmou que a ampliação do transporte sanitário também deve aliviar a demanda sobre o serviço de urgência. Segundo ela, a frota do Samu estava há dez anos sem renovação.

“Muitas vezes, o Samu é acionado para situações que não são o perfil do serviço. Com essas ambulâncias do transporte sanitário, vamos desafogar essa demanda”, explicou.

Fotos: Alex Malheiros Jaqueline também destacou que a separação dos atendimentos deve melhorar o tempo de resposta tanto para pacientes em situações graves quanto para aqueles que precisam de deslocamentos de menor complexidade.

“Isso dá às duas estruturas um tempo de resposta muito mais rápido. Não vamos deixar o paciente esperando”, afirmou.

Os veículos do SATS serão contratados por meio de locação, ao custo aproximado de R$ 7 mil mensais por ambulância, segundo Mabel. O contrato inclui manutenção, disponibilização de veículos reservas em caso de problemas mecânicos ou acidentes e substituição quando as ambulâncias atingirem a quilometragem estabelecida.

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