A suspensão atinge todos os lotes fabricados desde 16 de setembro; outros dois equipamentos médicos também foram proibidos pela agência Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu um equipamento para radioterapia utilizado no tratamento de câncer de pele após identificar irregularidades em sua fabricação. A medida, anunciada neta terça-feira (3), atinge todos os lotes produzidos a partir de 16 de setembro de 2026.
Com a decisão, o dispositivo não pode mais ser fabricado, armazenado, distribuído, comercializado ou utilizado. A determinação também alcança outros dois equipamentos médicos, usados para irradiar sangue, fabricados por uma empresa canadense.
A suspensão do equipamento WCR ocorreu depois de uma inspeção sanitária realizada na empresa Safe Life Distribuidora de Produtos para Saúde Ltda. A fiscalização aconteceu entre 31 de agosto e 2 de setembro de 2026 e identificou irregularidades no processo de fabricação do dispositivo.
O aparelho é utilizado em procedimentos de radioterapia superficial, técnica empregada no tratamento de câncer de pele. Segundo a Anvisa, a fabricação do dispositivo não seguia as normas sanitárias vigentes, que estabelecem regras para a produção de equipamentos médicos e definem penalidades para irregularidades no setor.
A determinação alcança todos os lotes fabricados desde 16 de setembro de 2026. Além da fabricação, ficam proibidos o armazenamento, a distribuição, a comercialização, a divulgação e o uso dos produtos atingidos pela medida.
A decisão da agência também inclui dois dispositivos fabricados pela empresa Best Theratronics Ltd, localizada no Canadá. Os produtos atingidos são o Irradiador de Sangue com Leitor de Código de Barras e o Irradiador de Sangue por Raio-X.
A suspensão vale para os equipamentos produzidos a partir de 5 de agosto de 2026. Nesse caso, a medida foi motivada pela recusa da fabricante em receber uma auditoria do MDSAP (Programa de Auditoria Única de Dispositivos Médicos).
O programa reúne a Anvisa e outras autoridades sanitárias internacionais, incluindo órgãos dos Estados Unidos, de Cingapura, do Reino Unido e do Japão. Leandra da Luz é repórter do Núcleo Nacional do ND Mais, onde atua na cobertura jornalística de política, justiça e economia no Brasil.
Formada em jornalismo pela Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), iniciou sua trajetória na comunicação em 2023. Tem experiência em reportagem, apuração, entrevistas e produção de conteúdo digital, com atuação em diferentes formatos jornalísticos e acompanhamento de temas de interesse público.
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