A arbitragem de Anderson Daronco se tornou um dos principais tópicos de discussão após a vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre o Vasco, na partida de ida da semifinal da Copa do Brasil. O jogo, realizado recentemente, gerou muitas reclamações por parte do clube vascaíno, especialmente em relação a decisões cruciais tomadas durante a partida.
A CBF, na quarta-feira (04), abriu um comunicado afirmando que Daronco e Rodrigo D’Alonso Ferreira, responsável pelo VAR, não foram afastados e continuam disponíveis para futuras escalas. Isso aconteceu após rumores de que ambos iriam ser retirados das próximas partidas, originados de uma reunião entre representantes do Vasco, da FERJ e da CBF, onde se falou sobre o afastamento.
Uma das principais reclamações do Vasco foi em relação a um toque de mão de Alexander Barboza dentro da área, que ocorreu aos quatro minutos do segundo tempo. Apesar de o árbitro não ter marcado a penalidade e o VAR não ter recomendado uma revisão, o lance gerou bastante insatisfação entre os jogadores e a comissão técnica vascaínos.
Ademais, outro momento polêmico ocorreu com a expulsão do defensor do Vasco, Saldivia, que recebeu um segundo cartão amarelo. O jogo e sua arbitragem chamaram a atenção não só do Vasco, mas também de outros clubes que criticaram a atuação de Daronco em partidas anteriores, citando erros que poderiam ter sido evitados.
Com a divulgação da nota pela CBF negando o afastamento, a entidade também anunciou que Daronco comandará a partida entre Avaí e São Bernardo, pela Série B, no sábado (07), enquanto D’Alonso fará parte da equipe de arbitragem em um jogo do Campeonato Saudita. Esses compromissos já estavam agendados anteriormente, segundo a CBF.
A situação nas bastidores aponta uma divergência entre a comunicação entre as partes envolvidas e a versão oficial da CBF. Ainda assim, o clube cruzmaltino expressou sua insatisfação com a forma como a arbitragem foi conduzida.
O último jogo envolvendo Daronco e o Flamengo também foi marcado por controvérsias, onde o clube rubro-negro questionou diversas decisões durante o empate por 2 a 2 com o Santos. Essa não é a primeira vez que um caso de arbitragem envolvendo o Palmeiras gera repercussões.
Em um episódio anterior, em 2025, o árbitro Ramon Abatti Abel e o VAR receberam suspensão após uma partida entre São Paulo e Palmeiras, o que levanta questões sobre a imparcialidade e a qualidade das decisões tomadas durante os jogos. Contudo, neste momento, a CBF reafirma que Daronco e Ferreira continuarão a apitar jogos no futebol nacional.
As reações às decisões da arbitragem e à postura da CBF deverão ser constantemente monitoradas, pois refletem o estado do futebol brasileiro e suas controvérsias. O episódio recente causou expectativa em torno dos próximos jogos, onde a pressão por desempenhos justos e decisões corretas só tendem a aumentar, à medida que se aproxima o final do campeonato.
Diário do Estado GO