Caso completa 13 anos: relembre quando um imitador de Elvis Presley foi preso por enviar cartas com veneno ao presidente dos EUA
Treze anos após o envio de cartas com ricina a autoridades americanas, o caso que mobilizou o FBI e outras agências federais voltou à memória nesta sexta-feira (17) pela sucessão de erros e reviravoltas que marcaram a investigação. O episódio começou em 17 DE abril de 2013, quando envelopes com a toxina, potencialmente letal, foram encaminhados ao então presidente Barack Obama, a um senador e a uma juíza do Mississippi.
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A principal suspeita recaiu inicialmente sobre Paul Kevin Curtis, um artista que imitava Elvis Presley e já havia chamado atenção das autoridades por divulgar teorias conspiratórias. Ele foi preso em 17 de abril daquele ano, após ser interceptado por agentes ao sair de casa, e submetido a horas de interrogatório sem que soubesse exatamente do que era acusado.
Investigação muda de rumo após falta de provas
Apesar da pressão, Curtis negou envolvimento e chegou a demonstrar confusão ao ser questionado sobre “ricina”, interpretando o termo como “arroz”. A fragilidade das evidências ficou evidente quando buscas em sua casa não encontraram qualquer material ligado à produção da substância. Diante disso, os investigadores passaram a considerar a possibilidade de que ele tivesse sido incriminado.
O próprio Curtis apontou outro nome: James Everett Dutschke, um desafeto com quem mantinha uma longa disputa pessoal e política. A partir daí, o foco da investigação mudou.
Quatro dias após a libertação de Curtis, em 23 de abril, agentes federais prenderam Dutschke. Desta vez, as provas eram robustas: vestígios de ricina foram encontrados em objetos descartados por ele, além de registros digitais que indicavam a compra de sementes de mamona e documentos detalhando a produção do veneno.
Dutschke acabou confessando os crimes e foi condenado, em 2014, a 25 anos de prisão. O caso, que começou como uma ameaça direta ao presidente dos Estados Unidos, revelou-se uma disputa pessoal que escalou para um ataque de grandes proporções — e expôs falhas graves na condução inicial das investigações.
