Fundada em Jaraguá do Sul em 1923, a Fábrica de Chapéus Marcatto evoluiu ao longo de um século Uma máquina de costura e uma prensa de chapéu foram suficientes para dar início a uma história que atravessa gerações em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina.
Foi com esses dois equipamentos que o casal João e Cristina Marcatto fundou, em 15 de outubro de 1923, a Fábrica de Chapéus de Palha João Marcatto. O casal veio da Itália e se estabeleceu em Jaraguá do Sul, onde havia um tipo de madeira da qual se extraía a fibra utilizada na fabricação dos chapéus de palha da época.
Com apenas uma máquina de costura e uma prensa de chapéu, surgiu a Fábrica de Chapéus de Palha João Marcatto. Os primeiros modelos produzidos receberam os nomes Santos Dumont e Pinheiro Machado.
O que começou com uma estrutura simples deu origem a um negócio que completou 103 anos em outubro de 2026. Na década de 1930, João Marcatto reuniu recursos para realizar o primeiro investimento na empresa: a compra do terreno onde instalou a fábrica.
De acordo com a Marcatto, o empreendimento permanece no mesmo endereço até hoje. Nesse período, a empresa passou a se chamar Irmãos Marcatto.
A Segunda Guerra Mundial trouxe novos desafios. Entre 1939 e 1945, com a interrupção das importações brasileiras, João decidiu diversificar a produção e passou a fabricar instrumentos de corte.
A mudança foi uma alternativa para atender à falta desses produtos no mercado e exigiu adaptações na estrutura industrial. Na década de 1950, os filhos de João e Cristina assumiram o negócio familiar.
A empresa, então denominada Marcatto e Cia., ganhou uma nova sede e passou por mudanças na administração. A década de 1960 marcou o auge da produção de chapéus, segundo a própria empresa.
Foi nesse período que os modelos conhecidos como Panamá começaram a ser comercializados. A fábrica também adotou o nome Marcatto S.A.
Entretanto, na década seguinte, as vendas de chapéus entraram em declínio. Para enfrentar a mudança no mercado, a família diversificou novamente as atividades.
Nos anos 1970, a empresa passou a atuar também nos segmentos de camisaria e cordas. Conforme a Marcatto, as cordas já eram produzidas com materiais reciclados naquela época.
Em 1975, um novo prédio da fábrica foi concluído. Na década de 1980, a produção de bonés trouxe outro impulso aos negócios.
A empresa também passou a trabalhar com produtos licenciados e linhas destinadas a outras marcas. A diversificação avançou nos anos 1990, quando a Marcatto começou a fabricar chapéus de feltro e, em 1995, adquiriu a Chapemark, entrando no segmento country com a marca TTexas Hat.
Nos anos 2000, ampliou o catálogo com bolsas. Já na década de 2010, modernizou a fábrica e passou a produzir e distribuir chapéus da norte-americana Stetson para a América Latina.
Durante uma passagem por Florianópolis, o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revelou que o chapéu que costuma usar em aparições públicas é fabricado pela Marcatto. Sarah Falcão é jornalista em formação e repórter do ND Mais na redação de Joinville.
Atua no jornalismo diário desde 2023 e escreve matérias sobre segurança, saúde, política, infraestrutura, esportes e tudo que afeta a população de Joinville, São Francisco do Sul, Jaraguá do Sul e toda a região Norte de Santa Catarina. É estudante de Jornalismo na Faculdade Ielusc (Instituto Superior e Centro Educacional Luterano) e já trabalhou em veículos catarinenses e de outras regiões do Brasil.
Atualmente também colabora com a cobertura política regional e com o que há de mais importante localmente quanto às Eleições 2026. Leia mais ▾
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