Carros brancos são os mais roubados em São Paulo; confira ranking por cores

 

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O município de São Paulo registrou cerca de 4.400 ocorrências de roubos de carros no ano de 2025, segundo dados do Mapa do Crime, ferramenta interativa do GLOBO de monitoramento de roubos com dados inéditos de delitos. Apesar da sequência de queda dos assaltos, que caíram 25% entre 2024 e o ano passado, algumas regiões da capital seguem com índices preocupantes, com recorrência de roubos a carros e até mesmo maior risco para determinadas cores.

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De acordo com os dados do mapa, no ano passado, o risco principal para roubo de carros ficou com os donos de veículos da cor branca, com 1.485 ocorrências registradas. A cor representa 33% do total de roubos entre as cinco mais roubadas. Em segundo lugar estão os automóveis da cor prata, que tiveram 777 casos notificados.

O ranking segue com a terceira posição ocupada por veículos da cor preta, com total de 694 ocorrências. A quarta colocação fica com os carros cinzas, que tiveram 482 registros no ano passado. Para efeito de comparação, a soma entre os veículos pretos e cinzas ainda é inferior ao total de roubos a carros brancos na cidade de São Paulo.

A quinta posição ficou com os veículos vermelhos, com 190 roubos em 2025.

Um em cada quatro roubos de carros em São Paulo acontecem em apenas cinco distritos policiais nos extremos da capital. Contrariando a queda de 46% nos casos em toda a cidade, São Mateus, São Rafael e Cidade Tiradentes, na Zona Leste, e Jardim Herculano e Campo Limpo, na Zona Sul, registraram 969 ocorrências em 2025, uma alta de 13% — e sua fatia no total de crimes saltou de 14% para 22%.

Os cinco distritos compartilham um traço em comum: são próximos de descampados e áreas de mata ou das represas Billings e Guarapiranga — terreno fértil, segundo a polícia, para desmanches ilegais.

Os carros preferidos pelos criminosos paulistanos têm entre 4 e 10 anos de fabricação: em 2025, segundo o Mapa do Crime, em 41% dos roubos, o veículo subtraído tinha esse período de uso. Já os modelos mais roubados são o Hyundai HB20 — surrupiado 248 vezes na capital —, a van Renault Master, o Chevrolet Onix e o Volkswagen Polo.

O que é o Mapa do Crime de São Paulo?

O Mapa do Crime de São Paulo foi produzido a partir de microdados de 330 mil boletins de ocorrência disponibilizados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) do estado. Ao contrário do Rio, São Paulo torna públicas as coordenadas e os nomes das ruas das ocorrências. O levantamento cobre roubos ocorridos entre 2023 e 2025. Diferentemente do governo paulista, O GLOBO usou a data do fato — e não a do registro na polícia. Assim, um roubo ocorrido em 31 de dezembro e registrado no dia seguinte é contabilizado no ano correto. Erros de grafia e inconsistências nos dados foram corrigidos com auxílio de inteligência artificial.

Disponível no site do jornal, com acesso pelo computador, celular ou tablet, a ferramenta permite navegar por uma compilação inédita de dados de roubos na capital, com filtros sobre tipos, marcas e cores dos bens subtraídos.

Para usá-la, busque o endereço da sua casa, do trabalho ou de qualquer outro ponto da cidade e escolha um dos quatro tipos de crime disponíveis: roubo de celular, de carro, de moto e de rua — esse último inclui carteiras, colares, alianças e relógios levados de pedestres. Cada ponto no mapa corresponde a uma ocorrência e, ao ser clicado, mostra detalhes do crime e dados sobre a rua: total de casos em 2025, série histórica dos últimos três anos, bens mais roubados ali e um mapa de calor com horários e dias de maior incidência. Também é possível refinar as buscas por tipo, marca e cor do bem roubado — para descobrir, por exemplo, quantos HB20 brancos foram roubados em determinada via — ou navegar por um ranking de ruas.